sexta-feira, 27 de outubro de 2017

MEG 21: modelo de referência para um cenário de mudanças exponenciais


Por Marcos Bardagi, gerente de Portfólio, Operações e Conhecimento da FNQ

O Modelo de Excelência da Gestão® (MEG), da Fundação Nacional da Qualidade (FNQ), foi atualizado e está em sua 21ª edição. Fruto do cuidado extremo que temos para mantermos o modelo alinhado com as mudanças de cenário, incorporamos novos processos e aprimoramos antigos, visando sempre a mantê-lo como uma referência para as organizações que buscam o aperfeiçoamento contínuo. Sendo assim, ele surge de um trabalho incansável de nosso núcleo técnico, o qual, por três anos, debruçou-se sobre o desafio de tornar o MEG ainda mais completo.
É útil, porém, lembrarmos que ao falarmos de modelos, e o MEG não foge à regra, estamos nos referindo a algo exemplar, que norteia, que orienta. Não advogamos a mera reprodução ou imitação de referenciais, por entender que cada organização, a partir de suas experiências, seu legado, suas idiossincrasias, deve buscar uma solução única, própria, aquela que melhor satisfará suas exigências e a ajudará na busca de seu propósito. Com esse intuito, o MEG 21 adotou a representação gráfica inspirada no Tangram, que vemos na reprodução clicando aqui.
Tendo o Tangram como inspiração, queremos evidenciar a flexibilidade do modelo, sua pertinência em se moldar ao que cada organização necessita em particular. A forma quadrada é uma orientação para a partida.
No desenvolvimento dos Fundamentos da Excelência - os títulos que vemos nas peças do diagrama, temos verdadeiramente os elementos-chave do modelo, que sintetizam Temas e processos, os quais devem espelhar as práticas relevantes a serem dominadas quando se pretende ter uma gestão capaz de dar respostas condizentes aos desafios atuais do cenário cada vez mais competitivo, imprevisível e dinâmico.
Os Fundamentos da Excelência foram reduzidos à oito, se comparados à 20ª edição do MEG, desdobrando-se diretamente em Temas que, por sua vez, abrem-se em processos para os quais indicamos o ferramental mais adequado.  Eliminou-se o conceito intermediário dos Critérios, mas asseguramos que todo o conteúdo antes ali contemplado passe a fazer parte diretamente nos Fundamentos.
O que assegura o navegar tranquilo no caminho da perenidade é justamente os oito Fundamentos conjugados harmonicamente. Não há um ou outro que se sobressaia. Uma forma de melhor entender os seus objetivos é refletindo sobre sua associação com os tópicos mais urgentes que, certamente, estão na pauta dos gestores hoje em dia.
Fundamentos da Excelência
Tomemos o tema da ética, tão caro no conturbado mundo dos negócios brasileiros. O MEG 21 entende as boas práticas de governança como basilares e, não por outra razão, elencou-a como Tema dentro do Fundamento da Liderança Transformadora. Como tão bem nos exemplifica um dos pilares de qualquer sistema de integridade, o “tone at the top” é condição sine que non para que uma organização incorpore ótimos valores e interaja com seu ecossistema de forma construtiva. É com esse espirito que revisamos profundamente os conteúdos concernentes à gestão de riscos, para que incorporassem as recentes alterações oriundas da nova legislação brasileira anticorrupção, por exemplo.  
Em Adaptabilidade, sintetizamos o valor que representa para a gestão moderna a conscientização e a preparação para gerir a mudança. Neste Fundamento, procuramos medir não só a capacidade de adaptação, como também a sua execução no momento certo, tempestivamente. A rapidez e a flexibilidade são, inequivocamente, conceitos caros em um cenário de ciclos curtos, fato cada vez mais presente em cada vez mais segmentos de negócios.
E com a constante sendo a mudança, cabe-nos criar as condições para que a transformação se dê de maneira consistente. Não pode haver melhoria sem Aprendizado e Inovação e assim é que entendemos esta dinâmica. Por isso, a relevância de dominarmos os processos de aprendizagem organizacional. Organizações altamente adaptáveis são aquelas cuja cultura é porosa, onde cabe a diversidade de pensamento, onde ideias são compartilhadas, onde a ação coletiva é impulsionada. O MEG 21 dedica-se com profundidade a examinar como fazer a gestão do conhecimento, a gestão da inovação e propiciar à empresa o ambiente interno adequado para que floresça o aprendizado e para que surjam inovações.
Outro ponto de destaque na abordagem do MEG 21 é a preocupação com o Desenvolvimento Sustentável. O nosso conceito de excelência serve para a reflexão que queremos trazer a este respeito: entendemos excelência como sendo a compreensão de que a organização é um sistema vivo, integrante de um ecossistema complexo com o qual interage e do qual depende. Que é preciso gerar resultado para todos os integrantes da cadeia de valor, em uma relação de interdependência e cooperação. Essa é a garantia de sustentabilidade e perenidade para a organização. Para isso, ajuda muito, neste momento, o profícuo diálogo que criamos entre os Fundamento e os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), da Agenda 2030 da ONU. Uma relação biunívoca.
Dentro ainda do relacionamento com o ecossistema de qual toda organização faz parte, demos especial atenção às chamadas partes interessadas mais tradicionais, como a força de trabalho, os clientes e os fornecedores. Esses três stakeholders são analisados profundamente no Fundamento Compromisso com as partes interessadas, principalmente, como formalizamos pactos de longo prazo com todos, entendo seus requisitos.
Para a base da pirâmide organizacional, continuamos enfatizando que a robustez de uma gestão voltada a processos é essencial. Vemos processos como os tijolos de uma fundação sólida, capaz de suportar o crescimento pela replicabilidade e segurança na gestão do conhecimento e, ainda, de reagir estruturalmente a crises. Orientação por processos é a base da eficiência e da eficácia de qualquer organização.
Por fim, mas não menos importante, cabe refletir que somente um pensamento elevado deve nortear as organizações diante de tantos desafios. Características presentes no Fundamento denominado Pensamento sistêmico, aquele que compreende e trata as interdependências dos diversos componentes que formam a organização, bem como dessa e o ambiente no qual ela atua. Está voltado para a perenidade, que se ocupa de olhar holisticamente tudo que o cerca, que não é egocêntrico. É o Fundamento que consolida a organização considerada classe mundial.
O MEG 21, estruturado desta forma, coleta, no Fundamento Geração de Resultados, os frutos de uma organização altamente dinâmica, eficaz, ética e, acima de tudo, capaz de produzir valor para todos: a sociedade, seus acionistas e demais membros de sua cadeia de valor. 
O MEG 21 converte-se, assim, no elemento integrador, que consolida todas as iniciativas organizacionais rumo à excelência. O grande guarda-chuva da organização. 

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Como se tornar um líder mediador


Nova filosofia de liderança estimula o aprendizado constante, gera autoconfiança e melhora o desempenho das equipes
Qual é o papel de um bom líder nas empresas modernas? Diante das mudanças cada vez mais velozes e dos problemas a que as equipes estão expostas no dia a dia, cabe ao líder criar um ambiente colaborativo e formar times com profissionais engajados e capazes de solucionar problemas com criatividade e inovação. Mas isso não é o suficiente.
O líder tem ainda o desafio do cotidiano, de orientar, saber escutar, dar feedback constante, gerir as diferenças e mediar a aprendizagem de seus liderados para que passem a atuar com mais autonomia. Por tudo isso, tem sido cada vez mais valorizado nas empresas o chamado líder mediador. "A gestão do dia a dia, da rotina, é o ponto mais delicado para um líder mediador, porque ele precisa trabalhar questões como foco, organização, aprendizagem constante, visão estratégica e também promover um ambiente acolhedor para todos", afirma Maurício Pedro, gerente do Atendimento Corporativo do Senac São Paulo.
Jaime Laranjeiro, Diretor de Operações do grupo Giraffas, acredita que o processo de treinamento corporativo do Senac ajuda a padronizar a qualidade da rede.
Um líder mediador deve estar preocupado em promover na sua equipe o aprendizado contínuo, por meio do estabelecimento de metas e desafios de trabalho que contribuem para o desenvolvimento pessoal e profissional de todos no time. Com ações planejadas, ele transforma a empresa em uma organização que continuamente aprende e evolui.

 "O líder mediador deve ter a capacidade genuína de acreditar nas pessoas, de perceber que elas podem melhorar seu desempenho", diz Maurício Pedro. "Quando ele está focado nas pessoas de sua equipe, não importa o nível, estimulando o aprendizado, ouvindo e observando, todos passam a ficar confiantes, mais felizes e produtivos".
Preocupado com um universo mais amplo, o líder mediador está distante daquele chefe que simplesmente cobra a execução de uma determinada tarefa e exige resultados a qualquer preço. A liderança mediadora é uma nova filosofia de gestão, que tem como foco a geração de mudanças significativas e duradouras nas pessoas e, como consequência, no ambiente corporativo.
Isso traz uma série de benefícios para as equipes e as organizações, pois desperta a motivação, eleva a autoestima e o sentimento de competência e estimula a capacidade analítica e o pensamento reflexivo para a tomada de decisões. O resultado reflete-se em maior produtividade.
Liderança aprende-se
Por ajudar as empresas privadas e públicas a formar líderes com esse perfil, o Senac São Paulo desenvolveu o Programa Líder Mediador, na modalidade presencial, organizado em três módulos de oito horas cada, e fundamentado nos princípios da chamada teoria da modificabilidade estrutural e na teoria da experiência de aprendizagem mediada, formuladas pelo psicólogo israelense Reuven Feuerstein. Essas duas teorias buscam ampliar o nível de concentração, promover a flexibilidade de pensamento e desenvolver métodos para a resolução de problemas, produzindo mudanças nas pessoas e no ambiente.
"O espaço de trabalho é um grande centro de aprendizagem e quanto mais bem preparadas estiverem as equipes, melhores serão os resultados", afirma Maurício Pedro. Para desenvolver o líder mediador, o programa trabalha conceitos como intenção e reciprocidade, a capacidade que deve ter o líder de observar, entender e acreditar nas pessoas da equipe; significado, a explicação do porque aquela tarefa deve ser feita; e transcendência, a crença de que todos no time podem evoluir. "O profissional volta para a empresa com outra mentalidade e os resultados aparecem", afirma Maurício Pedro.

terça-feira, 17 de outubro de 2017

JERSON KELMAN
Lucas Lima/UOL

O fator X e o Tietê



Vista do rio Tietê a partir da ponte da Casa Verde, em São Paulo
Vista do rio Tietê a partir da ponte da Casa Verde, na zona norte de São Paulo

A prestação de serviços em ambiente competitivo dispensa intervenção de agência reguladora. Por exemplo, não teria sentido a existência de uma entidade oficial para definir preços praticados pelas lavanderias porque, nesse caso, o consumidor consegue proteger seus interesses simplesmente escolhendo a melhor combinação de atendimento, preço e qualidade. 

Não é o caso da distribuição de água potável, um modelo clássico de monopólio natural. Do ponto de vista econômico, seria irracional permitir que numa mesma rua competissem diversas empresas, cada uma instalando e operando a sua rede de tubulações. 

A confusão seria grande e a tarifa, alta, por conta da perda de economia de escala. Raciocínio similar se aplica aos serviços de distribuição de gás e de energia elétrica, bem como à coleta de esgoto.
Todos "naturalmente" mais bem prestados na forma de monopólio. 

As agências reguladoras existem para impedir que tanto o consumidor sofra abusos do monopolista quanto que o concessionário se veja incapacitado de prestar serviços na extensão e qualidade pactuadas nos contratos com os governos, por efeito de tarifas insuficientes.Na prática, isso significa que o preço unitário do serviço, chamado de tarifa, não depende da lei da oferta e da procura, e sim da decisão da agência reguladora. 

Em geral, as agências calculam a tarifa considerando que a concessionária deve receber dos consumidores o suficiente para cobrir os custos operativos mais a amortização e a remuneração dos investimentos feitos com os recursos dos acionistas da concessionária. 

As agências costumam incentivar a melhoria da produtividade, permitindo que os correspondentes benefícios sejam alocados por algum tempo em benefício dos acionistas. Porém, passados alguns anos, esse benefício é repassado para os consumidores por meio do redutor tarifário conhecido como "Fator X", concebido pelo economista inglês Stephen Littlechild nos anos 80 do século passado.
Quando já existe a infraestrutura para prestação do serviço completo a toda a população, como era o caso do setor elétrico inglês regulado por Littlechild, ou do setor elétrico brasileiro de hoje, faz sentido buscar a contínua redução tarifária. 

Porém, essa visão regulatória enxerga apenas dois grupos com interesses contraditórios: de um lado os consumidores, interessados em serviços de qualidade com o menor custo possível; de outro, os acionistas das concessionárias, interessados no lucro. 

Quando o serviço não está universalizado, como é o caso do saneamento no Brasil, há um terceiro grupo, insuficientemente considerado pelas agências: os que ainda não têm acesso aos serviços.
Esses "sem-serviço" são as famílias que não recebem regularmente água potável em suas residências ou que são obrigadas a conviver com valas negras em seus bairros, devido à inexistência de redes coletoras de esgoto. 

São também os que se ressentem do estado de poluição dos rios e praias de nossas principais cidades, devido, pelo menos parcialmente, ao lançamento de esgoto sem prévio tratamento. Ou seja, todos nós. 

Se os reguladores de saneamento eliminassem o Fator X, haveria mais recursos para investir na infraestrutura necessária para solucionar mais rapidamente esses problemas, favorecendo toda a sociedade.
No caso de São Paulo, está ao alcance da Arsesp (agência que regula a Sabesp) tomar essa decisão, carimbando os frutos dessa "renúncia regulatória" para investimentos. Por exemplo, os indispensáveis para a despoluição do Tietê. 

JERSON KELMAN, ex-diretor da ANA (Agência Nacional de Águas) e da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), preside a Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo)

domingo, 15 de outubro de 2017



O DESIGN THINKING

é uma metodologia criativa e prática que foca na solução de problemas e concepção de projetos através de um processo colaborativo e centrado no cliente. Várias empresas têm usado esta metodologia nos seus esforços na busca por inovação em negócios, processos, produtos e serviços.

O livro Design Thinking – Inovação em Negócios aborda problemas tradicionais de negócio sob múltiplas perspectivas, ajudando a solucioná-los de maneira mais efetiva.

O que você aprenderá com este e-book?

Quais são as etapas, técnicas e ferramentas do Design Thinking;
Introdução à forma de pensar dos designers;
Casos reais de aplicação do DesignThinking a projetos.

CADERNO DE SENSIBILIZAÇÃO

Colete dados sobre seu público-alvo no contexto em que este se insere e com o mínimo de interferência possível. Conheça anseios e expectativas que apoiam tomadas de decisão relevantes e prepare o usuário para sessões colaborativas. Saiba como assistindo ao vídeo.
Imersão

SESSÃO GENERATIVA

Realização de um encontro com diversos usuários e stakeholders com o objetivo de extrair camadas mais profundas de informações acerca da relação do usuário com o contexto pesquisado. Essa técnica permite extrair sentimentos e impressões inconscientes, que não seriam verbalizadas em entrevistas
Imersão

ENTREVISTA

Permite um contato direto entre usuários e a equipe do projeto. Por meio de diálogo em torno dos temas de interesse da pesquisa é possível extrair informações importantes, além de avaliar as reações dos entrevistados ao percorrerem os temas em pauta
Análise e síntese

PERSONAS

Personas são personagens ficcionais concebidos para gerar e validar ideias. São criados a partir da síntese de comportamentos significativos observados durante uma pesquisa de campo. Quer saber mais? Clique e assista ao vídeo explicativo.
Análise e síntese

CARTÕES DE INSIGHT

É o registro das principais percepções de pesquisa oriundas do processo de imersão. São confeccionados cartões para facilitar a consulta e o manuseio. Cada um deles contém um insight, sua fonte e demais dados relevantes.
Análise e síntese

DIAGRAMA DE AFINIDADE

É o agrupamento dos Cartões de Insights de acordo com categorias com base em afinidade, similaridade, dependência ou proximidade.Esse diagrama torna mais fácil a visualização das macro áreas que delimitam o tema trabalhado, suas subdivisões e interdependências.
Ideação

WORKSHOP

Um encontro organizado para estimular a criatividade e a colaboração, a fim de promover a integração de equipes e gerar soluções inovadoras para um projeto. Assista ao vídeo e entenda como usar Prototipagem

PROTÓTIPO EM PAPEL

Como o nome já diz, são protótipos construídos em papel, com diferentes níveis de fidelidade. Pode ser um wireframe desenhado à mão para representar esquematicamente as telas de um aplicativo de celular, ou uma embalagem com detalhes finais de texto e cores.
Prototipagem

ENCENAÇÃO

Simulação improvisada de uma situação, que pode representar desde a interação de uma pessoa com uma máquina até um simples diálogo entre pessoas para encenar aspectos de um serviço. É geralmente utilizado quando se deseja testar uma interação de forma a possibilitar a melhora da experiência.
Identificação de Oportunidades

CANVAS DE TRANSFORMAÇÃO DIGITAL

Como identificar oportunidades de mudança na minha empresa? Através da ferramenta Canvas para Transformação Digital, você responderá 8 perguntas que ajudarão a identificar oportunidades concretas de negócio para a sua empresa.

Sistema de CEP - Controle Estatístico de Processo

Ano IV - Nº 45 - Setembro/2007


Os 14 princípios de Deming

Os denominados "14 princípios", estabelecidos por Deming, constituem o fundamento dos ensinamentos ministrados aos altos executivos no Japão, em 1950 e nos anos subseqüentes. Esses princípios constituem a essência de sua filosofia e aplicam-se tanto a organizações pequenas como grandes, tanto na indústria de transformação como na de serviços. Do mesmo modo, aplicam-se a qualquer unidade ou divisão de uma empresa.

São os seguintes:

1º princípio: Estabeleça constância de propósitos para a melhoria do produto e do serviço, objetivando tornar-se competitivo e manter-se em atividade, bem como criar emprego;

2º princípio: Adote a nova filosofia. Estamos numa nova era econômica. A administração ocidental deve acordar para o desafio, conscientizar-se de suas responsabilidades e assumir a liderança no processo de transformação;

3º princípio: Deixe de depender da inspeção para atingir a qualidade. Elimine a necessidade de inspeção em massa, introduzindo a qualidade no produto desde seu primeiro estágio;

4º princípio: Cesse a prática de aprovar orçamentos com base no preço. Ao invés disto, minimize o custo total. Desenvolva um único fornecedor para cada item, num relacionamento de longo prazo fundamentado na lealdade e na confiança;

5º princípio: Melhore constantemente o sistema de produção e de prestação de serviços, de modo a melhorar a qualidade e a produtividade e, conseqüentemente, reduzir de forma sistemática os custos;

6º princípio: Institua treinamento no local de trabalho;

7º princípio: Institua liderança. O objetivo da chefia deve ser o de ajudar as pessoas e as máquinas e dispositivos a executarem um trabalho melhor. A chefia administrativa está necessitando de uma revisão geral, tanto quanto a chefia dos trabalhadores de produção;

8º princípio: Elimine o medo, de tal forma que todos trabalhem de modo eficaz para a empresa;

9º princípio: Elimine as barreiras entre os departamentos. As pessoas engajadas em pesquisas, projetos, vendas e produção devem trabalhar em equipe, de modo a preverem problemas de produção e de utilização do produto ou serviço;

10º princípio: Elimine lemas, exortações e metas para a mão-de-obra que exijam nível zero de falhas e estabeleçam novos níveis produtividade. Tais exortações apenas geram inimizades, visto que o grosso das causas da baixa qualidade e da baixa produtividade encontram-se no sistema, estando, portanto, fora do alcance dos trabalhadores;
11º princípio: Elimine padrões de trabalho (quotas) na linha de produção. Substitua-os pela liderança; elimine o processo de administração por objetivos. Elimine o processo de administração por cifras, por objetivos numéricos. Substitua-os pela administração por processos através do exemplo de líderes;

12º princípio: Remova as barreiras que privam o operário horista de seu direito de orgulhar-se de seu desempenho. A responsabilidade dos chefes deve ser mudada de números absolutos para a qualidade; remova as barreiras que privam as pessoas da administração e da engenharia de seu direito de orgulharem-se de seu desempenho. Isto significa a abolição da avaliação anual de desempenho ou de mérito, bem como da administração por objetivos

13º princípio: Institua um forte programa de educação e auto-aprimoramento.

14º princípio: Engaje todos da empresa no processo de realizar a transformação. A transformação é da competência de todo mundo. 

Fonte: DEMING, W. E. Qualidade: A Revolução da Administração. Rio de Janeiro: Marques Saraiva, 1990.

Ciclo PDCA

O ciclo PDCA , ciclo de Shewhart ou ciclo de Deming, foi introduzido no Japão após a guerra, idealizado por Shewhart, na década de 20, e divulgado por Deming, em 1950, quem efetivamente o aplicou. O ciclo de Deming tem por princípio tornar mais claros e ágeis os processos envolvidos na execução da gestão, como, por exemplo, na gestão da qualidade , dividindo-a em quatro principais passos.

O PDCA é aplicado principalmente nas normas de sistemas de gestão e deve ser utilizado (pelo menos na teoria) em qualquer empresa de forma a garantir o sucesso nos negócios, independentemente da área ou departamento ( vendas , compras , engenharia , etc...).

O ciclo começa pelo planejamento, em seguida a ação ou conjunto de ações planejadas são executadas, checa-se o que foi feito, se estava de acordo com o planejado, constantemente e repetidamente (ciclicamente) e toma-se uma ação para eliminar ou ao menos mitigar defeitos no produto ou na execução.. 

Os passos são os seguintes:
  • Plan (planejamento): estabelecer missão, visão, objetivos (metas), procedimentos e processos (metodologias) necessárias para atingir os resultados.
  • Do (execução): realizar, executar as atividades.
  • Check (verificação) : monitorar e avaliar periodicamente os resultados, avaliar processos e resultados, confrontando-os com o planejado, objetivos, especificações e estado desejado, consolidando as informações, eventualmente confeccionando relatórios.
  • Act (ação) : Agir de acordo com o avaliado e de acordo com os relatórios, eventualmente determinar e confeccionar novos planos de ação, de forma a melhorar a qualidade, eficiência e eficácia , aprimorando a execução e corrigindo eventuais falhas
  • PDCA

Passo 1: PLANEJAR (PLAN)

Este passo é estabelecido com bases nas diretrizes da empresa. Quando traçamos um plano, temos três pontos importantes para considerar:
  1. Estabelecer os objetivos, sobre os itens de controle;
  2. Estabelecer o caminho para atingi-los;
  3. Decidir quais os métodos a serem usados para consegui-los.
Após definidas estas metas e os objetivos, deve-se estabelecer uma metodologia adequada para atingir os resultados.
Há dois tipos de metas:
  • Metas para manter;
  • Metas para melhorar;

Metas para manter

Exemplos de metas para manter: Atender ao telefone sempre antes do terceiro sinal. Estas metas podem também ser chamadas de "metas padrão". Teríamos, então, qualidade padrão, custo padrão, prazo padrão, etc.

O plano para se atingir a meta padrão é o Procedimento Operacional Padrão (POP) . O conjunto de procedimentos operacionais padrão é o próprio planejamento operacional da empresa. O PDCA utilizado para atingir metas padrão, ou para manter os resultados num certo nível desejado, pode então ser chamado de SDCA (S de standard).

Metas para melhorar

Exemplos de metas para melhorar: Reduzir o desperdício em 100 unidades para 90 unidades em um mês ou Aumentar a produtividade em 15% até dezembro.

De modo a atingir novas metas ou novos resultados, a "maneira de trabalhar" deve ser modificada; por exemplo, uma ação possível seria modificar os Procedimentos Operacionais Padrão.

Passo 2: EXECUTAR O PLANO (DO)

Neste passo pode ser abordado em três pontos importantes:
  1. Treinar no trabalho o método a ser empregado;
  2. Executar o método;
  3. Coletar os dados para verificação do processo;
Neste passo devem ser executadas as tarefas exatamente como estão previstas nos planos.

Passo 3: VERIFICAR OS RESULTADOS (CHECK)

Neste passo, verificamos o processo e avaliamos os resultados obtidos:
  1. Verificar se o trabalho está sendo realizado de acordo com o padrão;
  2. Verificar se os valores medidos variaram, e comparar os resultados com o padrão;
  3. Verificar se os itens de controle correspondem com os valores dos objetivos.

Passo 4: FAZER AÇÕES CORRETIVAS (ACT)

Tomar ações baseadas nos resultados apresentados no passo 3;
  1. Se o trabalho desviar do padrão, tomar ações para corrigir estes;
  2. Se um resultado estiver fora do padrão, investigar as causas e tomar ações para prevenir e corrigi-lo;
  3. Melhorar o sistema de trabalho e o método.

Ciclo PDCA para melhorias:

Ciclo PDCA para melhorias
É necessário lembrar que:
  • A melhoria contínua ocorre quanto mais vezes for executado o Ciclo PDCA, e otimiza a execução dos processos, possibilita a redução de custos e o aumento da produtividade.
  • A aplicação do Ciclo PDCA a todas as fases do projeto leva ao aperfeiçoamento e ajustamento do caminho que o empreendimento deve seguir;
  • As melhorias também podem ser aplicadas aos processos considerados satisfatórios;
  • As melhorias gradativas e contínuas agregam valor ao projeto e asseguram a satisfação dos clientes.




  • Funil de inovação: como ser ágil e preciso na seleção de ideias

    Saiba o que é e quais os benefícios de se aplicar um filtro de inovação na sua empresa

    Redação, Administradores.com,


     
    É terreno comum a ideia de que a melhor maneira para uma empresa se tornar competitiva e conquistar espaço no mercado é através da inovação - seja em processos ou em produtos e serviços. Uma companhia que inova está sempre um passo à frente da concorrência e consegue gerar mais valor para seus acionistas e sócios.

    Por outro lado, sabe-se também que os recursos para inovação, em qualquer época ou contexto, são limitados. Portanto, as ideias elegíveis para se transformarem em projetos inovadores precisam passar por uma série de etapas. Ese é o chamado filtro de inovação.

    O modelo mais conhecido desse filtro é o Stage-Gate, formulado na década de 1980. Segundo Robert Cooper, criador do método, "o Stage-Gate é uma prática de gestão que cria a disciplina necessária para impedir o desperdício de recursos em projetos de menor potencial. Os projetos são separados em diversos estágios (Stages) seguidos por pontos de decisão (Gates) onde se reavalia se ele deve ou não continuar em frente". A ferramenta, de caráter empírico, vem sendo testada e validada desde então.

    "Boas ideias, nas quais todos apostaríamos no primeiro instante, podem fracassar. Em contrapartida, muitas inovações podem ser recebidas com frieza quando inicialmente apresentadas", afirma Luiz Serafim, head de marketing, e-commerce e insights da 3M do Brasil, no livro O poder da inovação: como alavancar a inovação na sua empresa.

    Em modelos de negócios tradicionais, faz sentido que o Stage-Gate seja o método mais aceitável para selecionar as ideias inovadoras que serão testadas na prática e, posteriormente, implementadas. No entanto, empresas de tecnologia e desenvolvimento atuam por métodos que priorizam a agilidade e a entrega, e não a perfeição e infalibilidade.

    O esforço da Google em criar produtos inovadores levou à criação do Google Labs, espécie de repositório de produtos em desenvolvimento à espera de validação. Os usuários do serviço Gmail poderiam selecionar entre os serviços disponíveis que desejavam implementar em sua conta Google e, de imediato, a aplicação era implementada.

    A mesma cultura fica evidente em serviços similares da concorrência: a Microsoft tem o MSN Sandbox e o Windows Live Betas; a Yahoo! tem o Yahoo! Next. Esse modelo é possível porque o contato direto com os usuários mediado pela internet reduz os custos e riscos, e pode trazer um ótimo retorno sobre o investimento: o Orkut, rede social de sucesso na década passada, começou como um experimento no Google.

    Google Labs

    O Labs foi descontinuado em 2011, mas a lógica de inovação entrou em um ritmo que não tem volta. Nesse cenário, como implementar um funil de inovação e apostar apenas em ideias que têm potencial, porém sem burocratizar o processo ao ponto de impossibilitar a validação de ideias menos promissoras de início? Afinal, o Buscapé começou como uma desacreditada pontocom em 1999, poucos meses antes do estouro da bolha -- em 2009, foi vendido por US$ 342 milhões para a Naspers.

    "O Google prega o teste de ideias e a rápida validação de seus produtos com os usuários. Eles o chamam de pretotipagem, uma fase anterior ao teste de protótipos", relata Luiz Serafim. Diferente do funil tradicional, que prevê cinco etapas antes que a ideia seja encaminhada para validação, no modelo do Google a validação vem do início do processo.

    Por outro lado há uma lógica inescapável, não importa o mercado ou indústria de atuação de uma empresa: "tente realizar um número de projetos maior do que a sua disponibilidade de recursos e a consequência serão projetos sendo executados sem a devida atenção e dedicação. O resultado mais provável: um grande número de insucessos", relata Cooper.

    Para que uma ideia passe a ser executada e se transforme em um produto de sucesso, não basta ser brilhante por si só.
    "Devemos ter em mente questões sobre o valor potencialmente gerado, as necessidades do consumidor, o tamanho da oportunidade, dados de crescimento do mercado em que se deseja atuar, o impacto na indústria como um todo, entre outros aspectos", explica Serafim.
    O head de marketing da 3M do Brasil defende uma ponderação entre o rigor do funil de inovação tradicional e a agilidade demandada pelo mercado atualmente. "Lembre-se sempre de não tornar os processos de inovação da sua organização ou departamento muito complexos e burocráticos. Também é essencial deixar 'válvulas de escape' para novas iniciativas", recomenda.

    sábado, 14 de outubro de 2017

    MPE Brasil consagra empresários que fizeram a diferença no País

    09/10/2017

    Premiação tem o apoio técnico da FNQ

    Na presença de empresários e autoridades de todo o País, o presidente do Sebrae, Guilherme Afif Domingos, ressaltou a importância dos donos de micro e pequenas empresas, que fazem parte da solução e não dos problemas da crise econômica no País. “Obrigado por nos dar o exemplo diário do que é tenacidade. Aqui, estamos vendo a emoção de quem tem amor pelo que faz e tem coragem. Coragem é agir com o coração e colocar a alma no que se está fazendo. E essa é a marca do empreendedorismo no País”, disse. 
    O evento contou, ainda, com a participação do ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), Marcos Pereira, que reforçou a necessidade de continuar trabalhando para ajudar o Brasil a voltar para o rumo do crescimento. 
    Pela FNQ, estiveram presentes o gerente de Portfólio, Operações e Conhecimento, Marcos Bardagi, além de Luiz Malta, responsável pelo MPE Brasil na Fundação.
    MPE Brasil - o Prêmio recebeu mais de 68,8 mil inscrições em 2016, sendo que 66.790 empresas foram consideradas aptas para se candidatar. Esses negócios foram avaliados em relação à qualidade da gestão e à capacidade de inovar, com base no Modelo de Excelência da Gestão® (MEG), da Fundação Nacional da Qualidade (FNQ), por meio de um questionário de autoavaliação.
    Os pequenos negócios com melhor desempenho receberam visita de avaliadores voluntários capacitados e foram submetidos a uma banca técnica. Com o diagnóstico gratuito, o empresário percebe os pontos fortes do empreendimento e as oportunidades de melhoria.

    Campeão na categoria Serviços de Tecnologia da Informação, o proprietário da Goldsystem Consultoria e Assessoria de Sistema, Jean Daher, comemorou a vitória da empresa, que participou pela quarta vez da competição. “Preencher o questionário de avaliação já é maravilhoso para qualquer empreendedor. Foi uma quebra de paradigma e uma mudança radical no nosso dia a dia, principalmente depois de receber a devolutiva, com o resultado. Foi uma mudança de dentro para fora, pois percebemos que vendíamos preço ao invés de valor”, explicou. O empreendimento computou um aumento no faturamento e Jean está otimista para o futuro: pretende crescer 100% até 2019.

    Além da empresa de São José do Rio Preto (SP), foram premiadas outras seis nas categorias Comércio, Serviços, Indústria, Serviços de Educação, Serviços de Saúde e Serviços de Turismo; além de duas ganhadoras dos Destaques Inovação e Responsabilidade.

    Veja, abaixo, a lista com os vencedores do MPE Brasil:

    Serviços de educação: a empresa vencedora é o CENTRO DE EDUCAÇÃO INFANTIL PUERI DEI, de Vila Velha (ES). A escola trabalha com educação infantil e busca oferecer um espaço amoroso, confortável, educativo e estimulante para formar crianças saudáveis, felizes, autônomas, conscientes, reflexivas e atuantes no mundo. 

    Serviços de saúde: a empresa ganhadora é a INSEMINE, de Porto Alegre (RS), que está no mercado há 14 anos e realiza vários tipos de tratamento para a reprodução humana, desde inseminação in vitro, inseminação intrauterina, maturação in vitro de óvulos, criopreservação (congelamento) e diversos diagnósticos, todos ligados a formação de famílias. 
    Serviços de tecnologia da informação: a vencedora foi a empresa GOLD SYSTEM CONSULTORIA E ASSESSORIA DE SISTEMA, da cidade de São José do Rio Preto (SP). Trabalha com sistema de gestão integrado para cemitérios, planos e funerárias, oferecendo soluções a este mercado. 
    Indústria: quem venceu foi a ELETROMATRIX INDÚSTRIA GALVÂNICA, do Rio de Janeiro (RJ), fundada em 1978, especializada em serviços técnicos em tratamento de superfícies. A empresa trabalha na prestação de serviços em revestimentos químicos e eletroquímicos para superfícies. 
    Serviços de turismo: a vencedora foi o SOLLIEVO HOTEL LTDA, de Telêmaco Borba (PR). O hotel iniciou suas atividades em junho de 2001 e tem uma forte preocupação com a qualidade da hospedagem e o bem-estar dos hóspedes. 
    Serviços: a campeã é a RENOVA AUTO SERVIÇOS E PEÇAS DE SERRA, da cidade de Serra (ES), e está no mercado de reparação automotiva desde 1986. Possui instalações físicas projetadas para atender todas as exigências ambientais e procura reproduzir com fidelidade os padrões originais dos veículos reparados. 
    Comércio: a vencedora foi a PISEBEM PISOS E REVESTIMENTOS de Delmiro Gouveia (AL) e seus principais produtos são pisos, revestimentos internos, revestimentos externos, pastilhas e porcelanato. 
    Destaque de Boas Práticas de Responsabilidade Social foi para a empresa AUTOCENTER FERPAU, de Parnaíba (PI). A empresa trabalha com revisões em geral, alinhamento de direção, balanceamento de roda em todos os tipos de veículos. 
    Destaque de Inovação foi para a empresa ILHA SOFT TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO, de Maceió (AL), que trabalha com desenvolvimento de aplicativos para iPhone, iPad, Android e Windows Phone e a inovação faz parte do seu processo de gestão.