sexta-feira, 14 de dezembro de 2018




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Defensoria Pública garante certificação de nível de excelência em gestão

Defensoria garante certificação de nível de excelência em gestão
Defensoria garante certificação de nível de excelência em gestão - Foto: Divulgação ASCOM DPE/RS

Porto Alegre (RS) – Membros da Administração Superior da Defensoria Pública do Estado do Rio Grande do Sul (DPE/RS) participaram, na manhã do dia 10 de dezembro, da última etapa do processo de autoavaliação do Modelo de Excelência em Gestão Pública (MEGP), sob a coordenação do Núcleo Gespública do Programa Gaúcho de Qualidade e Produtividade (PGQP). A reunião de consenso entre a Instituição e os integrantes do núcleo do PGQP é a fase final do primeiro ciclo de avaliação, iniciado em janeiro.
De acordo com o coordenador do Gespública/PGQP, Cassiano Leonel Drum, a DPE/RS teve um bom desempenho na avaliação, dando o primeiro passo rumo à excelência e ao cumprimento da visão de futuro projetada pelo Planejamento Estratégico 2016-2021 (PED): "Ser reconhecida pela sociedade como instituição de excelência, imprescindível à garantia dos direitos humanos e do acesso à justiça".
Segundo o Defensor Público-Geral do Estado, Cristiano Vieira Heerdt, o principal motivador em trabalhar um modelo de excelência estruturado e comprovadamente eficaz para a instituição foi construir as ações e os indicadores que comprovem que foi alcançada a visão estabelecida pelo PED. “Estamos servindo ainda melhor a sociedade”, frisou.

Ao final da reunião, a equipe do Gespública/PGQP confirmou que a DPE alcançou a faixa 1-Alta (101-150 pontos) da Avaliação 250 pontos. "A organização já incorpora alguns aspectos da dimensão estratégica da gestão aos seus processos gerenciais, mas a aplicação é local e ainda é baixa a continuidade e proatividade. Alguns resultados relevantes decorrentes da aplicação das práticas gerenciais, das avaliações e das melhorias são apresentados com algumas tendências favoráveis", explicou Drum.

O certificado da pontuação alcançada deverá ser entregue formalmente em ato no início de 2019.
Texto: Nicole Carvalho/Ascom DPERS* com informações de Ana Wächter/NEGEP
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sábado, 8 de dezembro de 2018


08 DE DEZEMBRO DE 2018
OPINIÃO DA RBS

RESPONSABILIDADE FISCAL AMEAÇADA


As alternativas para a crise enfrentada hoje, em âmbito tanto municipal quanto estadual, não podem ser buscadas em tentativas de abrandamento de uma legislação que se constitui em pilar da estabilidade 

Às vésperas do final da atual legislatura e da renovação imposta pelos eleitores em outubro, a Câmara dos Deputados aprovou, por expressiva maioria, projeto que dá margem à ameaça mais consistente já registrada até agora em 18 anos de vigência da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). O melhor desfecho para o texto deveria ser o veto do presidente Michel Temer, pois a mudança livra de punição municípios que ficarem acima do limite de gastos de 60% da receita com servidores ativos e inativos. Por mais que a crise econômica tenha afetado as receitas das prefeituras, a alteração numa lei que se constitui em garantia de estabilidade fiscal não pode ser vista como solução.

Na prática, a queda na arrecadação de tributos devido à crise econômica faz com que um elevado número de municípios esteja hoje acima do limite legal de gastos com a folha de servidores. Nada menos de 1.163 prefeituras já descumprem a lei. Outras 589 estão diante do risco de ultrapassar o teto de gastos, conforme cálculos de técnicos da Câmara. A situação não é muito diferente da enfrentada pelos Estados. Nada menos de 14 deles já superam hoje o teto fixado para dispêndios com servidores. Em ambos os casos, a questão central está com os servidores inativos, que avançam de forma acelerada sobre as receitas, hoje em queda.

No âmbito das cidades, pelas regras aprovadas pela Câmara, a alteração só vale se a queda na arrecadação for causada por redução nos repasses do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) ou royalties e participações especiais. São, portanto, fatores alheios à qualidade da gestão dos municípios. Ainda assim, as alternativas para a crise enfrentada hoje, em âmbito tanto municipal quanto estadual, não podem ser buscadas em tentativas de abrandamento de uma legislação que se constitui em pilar da estabilidade.

É compreensível que, com menos verbas disponíveis para atender às demandas dos munícipes, também crescentes, os prefeitos se empenhem em buscar saídas, até mesmo porque muitos deles estão de olho na perspectiva de reeleição. A situação, porém, deveria motivar saídas mais realistas, que realmente contribuam para adequar as despesas às receitas. Mais próximos dos cidadãos, que residem neles, os municípios precisam se mostrar mais preparados para atender às aspirações das comunidades, em sua maioria associadas a maior bem-estar para todos.

OPINIÃO DA RBS

quarta-feira, 5 de dezembro de 2018



05 de Dezembro - Dia mundial do Voluntariado

Parabéns a todos os voluntários que participam do 
Núcleo Setorial GESPÚBLICA do PGQP.

O fundador da Associação Viva e Deixe Viver participa de sessão de contação de histórias no Hospital Emílio Ribas, em São Paulo



O fundador da Associação Viva e Deixe Viver participa de sessão de contação de histórias no Hospital Emílio Ribas, em São Paulo - Renato Stockler - 10.out.2018/Na Lata
Valdir Cimino
Em tempos de altos índices de desemprego e diante da certeza de que, com as tecnologias emergentes, teremos que nos reinventar como empregados e empregadores, é urgente a discussão sobre as novas relações de trabalho.
Cada vez mais diminui a capacidade das empresas de contratarem funcionários regidos pela CLT, ao mesmo tempo em que aumenta o volume de prestadores de serviços atuando como pessoas jurídicas. 
No segundo trimestre de 2018, a subutilização da força de trabalho foi de 24,6% da população, ou seja, 27,6 milhões de brasileiros, segundo dados do IBGE, não tiveram acesso a postos de trabalho. Esse indicador inclui os desempregados (cerca de 13,2 milhões), os subocupados (que trabalham menos de 40 horas semanais) e a força de trabalho potencial (pessoas que gostariam de trabalhar, mas não procuraram trabalho, ou que procuraram, mas não estavam disponíveis para trabalhar).
Há, ainda, um grande número de desocupados, classificados como desalentados pelo IBGE. Trata-se de um grupo de pessoas com mais de 14 anos, que entram na estatística porque desistiram de procurar emprego. Esse grupo, atualmente, é formado por 4,8 milhões de brasileiros, contingente equivalente à população inteira da Irlanda. 
Some-se a esse cenário de desocupação a vontade humanística de fazer algo pela melhoria do bem-estar comum e está composto o ambiente perfeito para o crescimento do trabalho voluntário. E, quando falamos em voluntariado, estamos nos referindo à doação de tempo e de competências por parte de pessoas capacitadas constantemente para fazer isso da maneira correta, o que isso nada tem a ver com assistencialismo.
Reconhecido pela ação em diversos setores da sociedade, o voluntariado vem adquirindo características empreendedoras, pois não mais se restringe à filantropia e à solidariedade. Avança, ocupando cada vez mais espaços de formação, educação, saúde e promoção da cultura.
Nesse ponto, a Associação Viva e Deixe Viver, de contadores de histórias para crianças hospitalizadas, se diferencia por imprimir profissionalismo à ação voluntária. A começar pelo curso de capacitação e pelo ensino continuado que oferece aos candidatos interessados em atuar em sua rede.
Toda a formação se baseia na fórmula dos três Cs: consciência, ao investir em uma causa social; compromisso com os beneficiados, com a instituição parceira e com você, cidadão; e constância na oferta dos serviços. 
Ao longo de seus 21 anos de existência, a Associação Viva tem sido pioneira em várias iniciativas em favor da profissionalização do trabalho voluntário, contribuindo para transformar horas qualificadas em resultados relevantes. Foi, por exemplo, a primeira a tratar de um tema urgente e pouco explorado no mundo corporativo: a valorização da hora qualificada do voluntário.
O cálculo foi norteado por exemplos internacionais, como a política pública apresentada pela organização Independent Sector, dos Estados Unidos, e contou com o apoio do Instituto Qualibest por dez anos. 
Os voluntários são uma extensão indispensável da força de trabalho, mas, no Brasil, sua contribuição era excluída da contabilidade das empresas. Lutar para a mudança desse quadro fez da Associação Viva um agente fundamental nas discussões que resultaram no avanço do marco legal do terceiro setor, que determina a inclusão da produção do capital humano no balanço fiscal das empresas. 
Atribuir um valor econômico ao voluntariado é uma forma de entidades sem fins lucrativos, como a Associação Viva, avaliarem de modo tangível os benefícios gerados por seus colaboradores. Para ter um parâmetro do impacto do capital humano na nossa rede, realizamos várias pesquisas e chegamos ao valor médio mensal do trabalho dos nossos voluntários, que é de R$ 228,12. 
Neste ano, captamos pela Lei Rouanet R$ 1,5 milhão, a quantia mínima necessária à nossa sobrevivência. Mas os recursos provenientes do trabalho voluntário representam o triplo desse valor. O capital humano doado por nossos voluntários foi de R$ 2.619.313,54.
Esse montante, somado às despesas extras que eles desembolsam para desenvolver seu voluntariado (R$ 1.986.851,55 relativos a transporte e alimentação, por exemplo), resulta na cifra de R$ 4,5 milhões.
Para a realização do cálculo do valor do trabalho voluntário, o Independent Sector propõe a média do quanto ele receberia caso estivesse atuando em sua profissão, como médico, professor, advogado, bombeiro, etc.
A entidade divide esse valor por uma Taxa de Comercialização, que seria a remuneração média por hora, ancorada na tarefa executada pelo voluntário e no quanto ele seria remunerado pelo mercado. Ou seja, a soma da média salarial do voluntário, mais a média do trabalho que ele está desempenhando, calculado com base no mercado, resulta no valor da hora do trabalho voluntário. 
Avaliar o valor da hora do voluntário de acordo com suas características profissionais e socioeconômicas é uma prática comum em países como os Estados Unidos. O Independent Sector, por exemplo, propõe um valor único (média por estado e nacional), atualizado anualmente. 
No Brasil, não temos ainda uma indexação para o custo da hora voluntária, mas as discussões deixam claro não ser possível atrelar esse indexador aos valores estabelecidos pelos conselhos profissionais às quais os voluntários eventualmente pertençam, especialmente pela variedade de profissões que exercem e da quantidade de tempo que dedicam ao trabalho voluntário.
O voluntário da Associação Viva, por exemplo, doa a média de dez horas para as atividades em hospitais e quatro horas para outras entidades onde atua.
Ao longo de nossa trajetória, já ultrapassamos a marca de 2 milhões de pessoas beneficiadas por nossas atividades. Apenas no ano passado, nossos voluntários impactaram 223.745 pessoas, entre crianças, seus familiares e profissionais de saúde em 14.595 ações.
Valorizar e monetizar o trabalho voluntário são formas eficazes de enfrentar a visão assistencialista sobre o voluntariado que ainda hoje vigora no Brasil. O trabalho voluntário vai muito além dessa simplificação e deve ser valorizado exatamente pela excelência daquilo que é: uma forma de compartilhar saberes e competências em favor do bem comum. Nos países onde isso acontece, a qualidade de vida dos indivíduos é melhor avaliada e a cidadania é potencializada. 
É tempo de governo, indústrias, comércio, conselhos profissionais e sindicatos se reunirem em torno de um debate que permita tratar o assunto definitivamente de forma séria, podendo, inclusive, transformá-lo política pública.
Mais detalhes sobre esse tema você encontra no site da Associação Viva e Deixe Viver.
Valdir Cimino
Fundador da Associação Viva e Deixe Viver, integra a Rede Folha de Empreendedores Socioambientais

segunda-feira, 26 de novembro de 2018



26 DE NOVEMBRO DE 2018
OPINIÃO DA RBS

UM ALENTO NA SEGURANÇA

O número de assassinatos continua elevado demais em todo o Estado e os gaúchos seguem às voltas com uma rotina assustadora de chacinas, tiroteios e mortes. Ainda assim, o simples fato de o total de vítimas fatais da violência ter diminuído de janeiro a outubro nas 10 maiores cidades da Grande Porto Alegre, incluindo a Capital, significa um alento para a população, que hoje não se sente protegida nem dentro de casa. Depois do descontrole, há sinais de que as forças de segurança pública, finalmente, encontraram uma brecha para conter a expansão da criminalidade.

Balanços de curto prazo e avanços localizados não podem ser vistos como tendências, nem se prestar para comemorações antecipadas. 

A cautela vale particularmente no caso do crime organizado, que tem por estratégia justamente o desafio constante à capacidade de resposta por parte das forças de segurança pública. E as polícias, como sabem a sociedade e, particularmente, os criminosos, têm sua atuação limitada pela falta de recursos humanos e financeiros, agravada pela intensificação da crise do setor público. Até por isso, é necessário, agora, que as alternativas bemsucedidas possam ser replicadas em outras grandes cidades, nas quais os assassinatos continuam em tendência de alta. 

Entre os casos críticos, estão cidades serranas como Caxias do Sul e Bento Gonçalves, além de Rio Grande, na Região Sul. Preocupa também a situação de pequenos municípios desprotegidos do Interior para os quais o crime organizado vem dando sinais claros de estar migrando. A missão das autoridades é facilitada pelo fato de a fórmula bem-sucedida em municípios populosos da Região Metropolitana ser simples e óbvia. 

As prioridades incluem prisão de assassinos, intensificação do policiamento ostensivo pela Brigada Militar e combate ao tráfico de drogas e à lavagem de dinheiro com o sequestro de bens das facções. Fica evidente que o isolamento dos líderes do crime, reduzindo as disputas por território do tráfico, foi decisivo. E a esse esforço se somam ações da própria sociedade, como a liderada pelo Instituto Cultural Floresta, que articula doações de equipamentos para as polícias. 

Os resultados promissores registrados pela Secretaria da Segurança Pública em alguns municípios, na comparação com o período anterior, tornam evidente que o simples enfraquecimento do tráfico, deixando-o sem recursos e sem mão de obra, já significa um ganho importante para a população. A sociedadenão quer soluções mágicas, mas, sim, que o poder público cumpra com o seu dever de deixá-la viver em paz e com segurança.


26 DE NOVEMBRO DE 2018
ECONOMIA

Valor das marcas é tema de debate

ASSUNTO SERÁ DISCUTIDO na 4ª edição do AHEAD!, evento promovido amanhã pelo Grupo RBS

Novas mídias, informações e produtos ao alcance de um toque, negócios globais e consumidores digitais são apenas alguns dos elementos que compõem, atualmente, o panorama em que as marcas estão inseridas. Em um mundo regido pelo imediatismo, construir reputação, manter um relacionamento duradouro com o consumidor e agregar valor à marca se transformaram em novos e poderosos desafios para empresários, comunicadores e gestores de marketing.

Pesquisa recente realizada pela PriceWaterhouseCoopers (PwC) mostra que, entre os novos consumidores digitais, as redes sociais são a principal fonte de inspiração na hora de escolher um produto ou uma marca, seguidas por sites de comparação de preços.

Frente a essas transformações nos hábitos de consumo, encontrar novos formatos para o desenvolvimento de uma marca a partir de sua reputação e do relacionamento com os consumidores é o tema central da quarta edição do Ahead!, programa de debates do Grupo RBS, dirigido ao mercado publicitário. Participam da conversa Maria Fernanda Albuquerque, diretora de marketing da Skol, e Danielle Bibas, responsável pela estratégia digital e pelas campanhas globais da Avon.

- Hoje, os consumidores se tornaram mais exigentes. Eles não aceitam mais vendas forçadas. Não há espaço no mercado para empresas que só pensam em oferecer determinado produto ou se comunicar de forma unilateral. É preciso passar conhecimento, gerar conteúdo relevante e dialogar com o consumidor - defende Danielle, uma das primeiras brasileiras a assumir uma posição global dentro da gigante de cosméticos e recentemente reconhecida como Women to Watch Brasil.

É o que defende também o professor de branding da ESPM-SUL Genaro Galli. Segundo o especialista, trabalhar conteúdos relevantes, engajar o público e fazer com que ele alimente essa cadeia, de forma bilateral, é fundamental. Para tal, diz o professor, é necessário ter coerência entre as ações digitais, o posicionamento da marca e o propósito dela.

A marca, argumenta Galli, deve ter algo a dizer ao mercado, ter propósito claro, com discurso conectado aos movimentos contemporâneos.

- Existem demandas quantitativas imediatas, que não podem ser deixadas de lado, mas é preciso sempre trabalhar a construção da marca visando também ao médio e ao longo prazo, porque é isso que vai gerar receita, que vai provocar engajamento e pertencimento do público em relação à marca.

Em entrevista à colunista Marta Sfredo, publicada na quinta-feira (22), Maria Fernanda contou que, na Ambev, o posicionamento se dá por meio de valores e do cuidado para que os mais de 28 rótulos de cerveja não se "esbarrem". Nos últimos anos, a empresa passou por mudanças e se direcionou para a diversidade.

- A Skol sempre foi de quebrar regra, provocar o tradicional, o padrão. Hoje, são importantes para a sociedade questões que a Skol levantou, como a de gênero. Foi bacana abraçar esses pontos e fazer com que eles ficassem ainda maiores - afirmou a diretora de marketing.