sábado, 5 de outubro de 2019



05 DE OUTUBRO DE 2019
REPORTAGEM

INOVAÇÃO

Mais do que ajudar a modernizar a economia gaúcha, o estímulo à inovação pode evitar a fuga de jovens talentos do Estado, dizem especialistas. Na comparação com outras regiões do país, os gaúchos têm uma vantagem: a rede de universidades e parques tecnológicos vinculados a instituições de ensino.

O potencial do Rio Grande do Sul na área pode ser ilustrado em números. Segundo dados compilados até 18 de setembro, o Estado concentrava 971 startups, terceira maior marca do país. Nesse quesito, os gaúchos só ficam atrás de São Paulo (3,7 mil) e Minas Gerais (1,1 mil). As estatísticas integram pesquisa da Associação Brasileira de Startups (Abstartups).

- O ambiente das faculdades é um dos diferenciais do Rio Grande do Sul, que tem potencial para formar empreendedores. Os centros de inovação, representados pelos parques tecnológicos, geram uma oportunidade bárbara - salienta Ronald Krummenauer, CEO do Transforma RS, movimento de entidades empresariais que busca discutir com o governo estadual temas relacionados ao desenvolvimento gaúcho.

Recentes iniciativas que indicam preocupação em modernizar o ambiente de negócios têm chamado atenção de especialistas. Na Capital, Unisinos, PUCRS e UFRGS uniram-se, em 2018, à prefeitura e a entidades da sociedade civil por meio do movimento Aliança para Inovação, que busca evitar a fuga de talentos do município. Em seguida, a aproximação deu origem ao Pacto Alegre, que formalizou metas para tornar Porto Alegre uma referência em inovação no país.

Na Serra, há iniciativa similar. No ano passado, empresas, entidades representativas, poder público e instituições de ensino criaram o movimento Hélice. A intenção é compartilhar esforços para o desenvolvimento de práticas inovadoras na região.

- O Rio Grande do Sul tem potencial na área. A aliança entre universidades é um sintoma de que tem gente preocupada com inovação. Esses movimentos dependem do apoio do poder público, que tem o papel de ser um facilitador - analisa o economista Ely José de Mattos, professor da PUCRS.

Para Ely, um dos nichos com capacidade de crescimento em inovação, especialmente em Porto Alegre, é o da saúde. Segundo o economista, o potencial decorre do fato de a Capital ser um polo nessa área, reunindo hospitais de referência.

Secretário estadual de Inovação, Ciência e Tecnologia, Luís Lamb acrescenta que o Rio Grande do Sul também pode avançar em setores como o de desenvolvimento de softwares, já que concentra empresas que atuam nesse segmento. Apesar de demonstrar otimismo com o assunto, Lamb reforça que o Estado tem de superar desafios:

- A sociedade precisa enxergar que áreas como computação e robótica podem alavancar o Rio Grande do Sul. Nosso modelo de crescimento pode ser acelerado. As principais empresas do mundo são de tecnologia e inovação.

ENTREVISTA | Pedro Dutra Fonseca, Economista e professor da UFRGS

Um dos economistas mais respeitados no Estado, Pedro Dutra Fonseca avalia que o Rio Grande do Sul tem potencial de avanço em áreas intensivas em conhecimento e tecnologia. Apesar disso, frisa que setores tradicionais da economia gaúcha não podem ser deixados de lado. Nesta entrevista, o professor da UFRGS também sugere que o governo estadual atue como um "incentivador" de parcerias entre empresas e universidades.

QUAIS SÃO OS POTENCIAIS DA ECONOMIA GAÚCHA?

O Rio Grande do Sul tem potencialidades em áreas intensivas em conhecimento. Há uma rede de universidades muito boas na formação de pessoas. Temos áreas fortes, como o setor primário, com peso importante na economia do Estado, além de intensivas em tecnologia. Um diferencial é a rede de formação de pessoas espraiada pelo território. O que seria preciso? Investimento mais forte em ciência e tecnologia.

INVESTIMENTO QUE ENVOLVA PARCERIAS ENTRE OS SETORES PÚBLICO E PRIVADO?

Sim. É onde a parceria pode dar mais certo. Já há uma certa experiência. No setor primário, por exemplo, é muito forte a interação entre a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento), as universidades do Interior e a própria UFRGS. Outra questão interessante é a dos investimentos na área de saúde. Há uma rede muito boa de hospitais públicos e privados no Rio Grande do Sul. Temos ótimas faculdades de Medicina, sempre muito bem cotadas em qualquer ranking federal. No Estado são feitos transplantes, cirurgias complexas. Também vejo que essa é uma área com vantagem comparativa. Além dos setores tradicionais, como agronegócio, de calçados, do vinho, as áreas de ponta seriam aquelas intensivas em conhecimento.

QUAIS OS DESAFIOS PARA UNIR A INOVAÇÃO TECNOLÓGICA AO CAPITAL HUMANO?

O Rio Grande do Sul tem universidades de qualidade. O convênio entre UFRGS, PUCRS e Unisinos (movimento batizado de Aliança para Inovação) é superimportante para fazer um trabalho conjunto. Também há iniciativas no Interior. Universidades comunitárias são muito voltadas para suas regiões. São potencialidades, mas o Rio Grande do Sul não pode descuidar daquilo em que já mostrou ter tradição. Por exemplo, fico muito chateado com a perda da indústria de calçados no Estado. É um setor muito importante. Temos, por exemplo, a parte do fumo em Santa Cruz do Sul, o vinho. São indústrias tradicionais. Não podemos ter o fetiche de só pensar no que é de ponta e descuidar daquilo em que historicamente já mostramos ter background. Essas indústrias empregam muita gente.

O QUE É NECESSÁRIO PARA QUE INDÚSTRIAS TRADICIONAIS NÃO PERCAM AINDA MAIS FÔLEGO?

Muitas indústrias tradicionais do Rio Grande do Sul são exportadoras. O Estado sofreu com o dólar baixo. Além disso, tem relação forte com a Argentina, que vive instabilidade. O país teve problema no governo de Cristina Kirchner (2007-2015), e Mauricio Macri (atual presidente) não resolveu. Pelo contrário, piorou. Isso afetou as indústrias do Estado, como a calçadista. O importante é o empresário aprofundar a interação com as universidades e os centros de pesquisa. O governo gaúcho não tem dinheiro. 

O que ele pode ser, por exemplo, é um aglutinador. Um provocador. O governo pode ajudar a promover isso. Há muitos setores da economia do Rio Grande do Sul com vínculos com instituições de pesquisa. Houve uma época em que se acreditava em um governo financiador, que oferecia juro subsidiado ou isentava impostos, criava incentivos fiscais. Hoje, é impossível pensar nessa situação. O Estado está quebrado. Não há mais espaço para fazer renúncia fiscal, nem para aprofundar os gastos públicos. Outra coisa que o Estado pode fazer, e tem gente para isso, é a realização de estudos.

05 DE OUTUBRO DE 2019
DUAS VISÕES

Desenvolver para proteger

O que é sustentabilidade? A própria palavra nos dá uma direção: é a capacidade de se sustentar, de se manter, de garantir a permanência. Pois o novo Código do Meio Ambiente do Rio Grande do Sul, recentemente encaminhado pelo governo do Estado à Assembleia, leva esse conceito em sua essência. O projeto, que moderniza a legislação sobre a matéria, é um marco que une preservação da natureza e desenvolvimento socioeconômico.

Foi-se o tempo em que esses dois temas eram vistos de forma antagônica. A vida real nos mostra que é impossível assegurar a proteção ecológica sem que se gerem riquezas e haja recursos à disposição. Da mesma forma, a prosperidade econômica só resiste com um profundo respeito ao meio ambiente. É como uma construção amparada por dois pilares - e, se um deles quebra, tudo desmorona. Sustentabilidade é isso.

Com o novo Código, o governador Eduardo Leite busca oferecer um processo menos burocrático a quem quer empreender aqui, sem descuidar da natureza. Conferindo maior participação da sociedade no processo, a liberação de negócios de baixo impacto ganhará agilidade - enquanto os técnicos terão mais atenção e rigor aos de alto impacto. No projeto que estamos propondo, com todo o embasamento técnico e segurança jurídica, alinharemos as normas estaduais às federais. Na prática, isso garantirá mais competitividade às nossas empresas.

Os gaúchos estão, enfim, compreendendo o papel do setor privado na preservação. Atualizaremos as leis vigentes, em um código que já dura 19 anos e poucas vezes foi modificado. Quase duas décadas se passaram e a vida mudou muito: novas tecnologias e a revolução digital transformaram a sociedade. E o Rio Grande do Sul não pode ficar para trás justamente em um ponto tão primordial como o meio ambiente.

O documento é resultado de um relatório produzido por uma subcomissão parlamentar ainda em 2016. Naquele ano, foram quatro meses de debates sobre o assunto - seguidos de quase 500 alterações baseadas em considerações e recomendações de diversos segmentos. Todo esse trâmite permitiu que os deputados e a população compreendessem do que estamos falando.

Agora, é chegado o momento de um processo legislativo mais célere, mas não menos cuidadoso, para que os representantes no parlamento tomem a decisão que dê voz à sociedade gaúcha. E a dinâmica da sustentabilidade sugere o caminho: é preciso desenvolver para proteger.

Secretário estadual do Meio Ambiente e Infraestrutura gabinete@sema.rs.gov.br
ARTUR LEMOS JÚNIOR

sexta-feira, 4 de outubro de 2019



Congresso Internacional da Gestão

20º Congresso Internacional da Gestão

A forma como lideramos nossas empresas mudou. Na Era Digital, onde tudo é compartilhado e cocriado, os líderes precisam estar preparados para as transformações impostas em um mundo cada vez mais veloz, onde agilidade é uma premissa básica. 

É com a proposta de debater esse cenário que o Programa Gaúcho da Qualidade e Produtividade (PGQP), a Pólo RS e a Agenda 2020 preparam a realização do 20º Congresso Internacional da Gestão com o tema “Gestão na Era Digital”.

Acesse o link https://evento.qualidade-rs.org.br/ e se inscreva

terça-feira, 1 de outubro de 2019





Prezados(as) avaliadores(as),

É com grande satisfação que compartilhamos, oficialmente, o lançamento do novo portal da FNQ que, além de moderno, responsivo e funcional, está bem aderente ao nosso posicionamento e representa uma verdadeira vitrine de nossos produtos e serviços.
Destacamos algumas novidades abaixo.

ASSINATURA – agora, as pessoas físicas podem ter acesso a conteúdos exclusivos em nosso site: boas práticas, cursos on-line e PDFs de versões impressas dos livros da FNQ.


OITO NOVOS CURSOS ON-LINE – em comemoração do lançamento do novo portal, apresentamos oito novos cursos on-line para o nosso público.


LOJA VIRTUAL – totalmente reformulado, o nosso e-commerce está dividido por temas e produtos, facilitando o acesso aos nossos conteúdos e às nossas capacitações.

PLATAFORMA MEG 21 – agora, temos uma seção, no menu principal do portal, dedicada inteiramente ao MEG, com cases de sucesso, customização para a saúde, trilhas de conhecimento para pessoas e empresas.

Aqui está apenas uma pequena amostra do potencial que o novo portal representa para nossos usuários e clientes e, em especial, para todos nós, que construímos a FNQ dia a dia.
COMPARTILHEM COM SEU PÚBLICO DE RELACIONAMENTO!
Em anexo, enviamos um banner que pode ser compartilhado pelo whats app. Basta enviar a imagem e a mensagem logo abaixo com o link https://fnq.org.br/

Atenciosamente,
Equipe Melhores em Gestão



terça-feira, 17 de setembro de 2019

A Experiência do Cliente: protagonismo e inteligência competitiva


Por Jairo Martins, presidente executivo da FNQ

Diante de cenários cada vez incertos, disruptivos e competitivos, entregar valor, com eficiência, eficácia, qualidade e atendendo às necessidades de todas as partes interessadas passou a ser o grande desafio da gestão organizacional. Em um ambiente de tantas ofertas é imperativo que, no mínimo, as empresas produzam sempre mais com menos recursos: escala com qualidade, a custo baixo e mais rápido.
No centro da sociedade, que engloba todas as partes interessadas, está o CLIENTE, que deixou de ser um mero cliente-consumidor para ser um cliente-protagonista. Isso foi muito bem retratado pela célebre frase de Henry Ford, que disse, há exatos 100 anos: “O cliente pode ter o carro da cor que quiser, contanto que seja preta”.
No mercado atual, qualquer vantagem isolada certamente será passageira. As empresas precisam aprender a construir um novo caminho para o sucesso, identificando oportunidades rapidamente, explorando-as com decisão e transformando-se para diferenciar-se, partindo para a próxima antes mesmo de elas se exaurirem. É o fim da vantagem competitiva. O CLIENTE-PROTAGONISTA não está exigindo apenas que o produto e o serviço sejam “adequados ao uso”, não se limitando a escolher pelo preço, mas questionando como, por quem e onde eles são produzidos, que impactos causam no meio ambiente e se a empresa é idônea ou corrupta.
A Experiência do Cliente passa a ser o grande insumo para prover Inteligência Competitiva a uma organização, utilizando-se da tecnologia adequada, capturando e integrando dados, analisando e reportando informações, adquirindo conhecimento, decidindo, agindo, aprendendo com os resultados das ações, inovando, promovendo transformações e gerando valor.
Trata-se de uma nova ordem, regida por regras e padrões transparentes – condição sine qua non para a sobrevivência empresarial. Para tanto, a Gestão Organizacional, como já disseminada pela FNQ – Fundação Nacional da Qualidade, por meio do MEG 21 (Modelo de Excelência da Gestão – 21ª edição) passa a ser orientada por novos fundamentos da excelência: Liderança Transformadora, Pensamento Sistêmico, Compromisso com as Partes Interessadas, Desenvolvimento Sustentável, Orientação por Processos, Adaptabilidade, Aprendizagem Organizacional e Inovação e, por fim, Geração de Valor.
Os fundamentos da gestão devem fornecer clareza em um mundo em rápida transformação, garantindo que as organizações não se percam na dinâmica agenda mundial, priorizando o CLIENTE, que passa a ditar as regras e a ser o grande impulsionador das transformações que o mundo clama: economicamente sustentável, socialmente justo, ambientalmente responsável e eticamente transparente.
Feliz DIA DO CLIENTE é o que deseja a FNQ.

sexta-feira, 30 de agosto de 2019

Pessoal: as inscrições continuam abertas. 
Aproveitem esta oportunidade que o Programa Gaúcho 
de Qualidade e Produtividade - PGQP está oferecendo. 
Se inscrevam...













terça-feira, 13 de agosto de 2019

Pessoal: 

Aqui abaixo está o regulamento para aquelas instituições públicas que queiram participar do Prêmio Qualidade RS - Categoria Exemplaridade em 2019.

Para queles que quiserem os arquivos em PDF, posso enviar.

Dúvidas podem ser sanadas através de nosso email aqui do Gespública.

É sem dúvida uma grande chance de poder compartilhar na mídia daquelas práticas exemplares que cada instituição possui, além de melhorar a sua gestão e consequentemente seus resultados.