quarta-feira, 22 de novembro de 2017

empreendedorismo - empoderamento - feminino
O empoderamento feminino através do empreendedorismo

O próprio dicionário nos dá uma definição do que é empreender: decidir realizar (tarefa difícil e trabalhosa); “é uma travessia arriscada”. Ou ainda: se relaciona à atitude de inovar, de se dedicar integralmente a transformar ideias em realidades.

É assim que funciona, mesmo nas pequenas competências: desde decidir em fazer uma reforma de casa, escolher um curso e/ou quando escolhemos mudar nossas vidas e ir para outro país.

O empreendedor vive em uma linha tênue entre competência e riscos. É uma pessoa inquieta e que vê oportunidades em cada conversa e/ou detalhe que observa. Ele busca criar algo com valor, assumindo para si os riscos do que se propõe em ofertar.

Dificilmente um empreendedor sobrevive sem a inquietação de buscar o relevante, o diferente. A cada dia ele procura se aperfeiçoar naquilo que faz, trazer novidades, entender seu público e, principalmente, se conectar.  Às vezes pode até lhe faltar conhecimento técnico, mas a criatividade e a vontade de colocar em prática acabam contornando esses obstáculos.

Acho que para o empreendedorismo não é preciso apenas saber fazer, é preciso produzir algo com valia para o usuário, algo que agrega, soma. É preciso saber pensar diferente e, principalmente, ter iniciativa. O verdadeiro empreendedor traduz os desejos e ideias em ações, atitudes. Foi o espírito da não acomodação que tirou o homem das cavernas e o levou aos arranha-céus e que permitiu que ele voasse mais alto e rápido do que os pássaros.

Não tive modelos de empreendedorismo na família; mas posso contar um episódio que está descrito no meu livro “Empreendedoras por Natureza”, lançado no mês internacional da mulher, cujo prefácio é da renomada jornalista Ana Paula Padrão.

No verão de 1982, recebi do meu irmão mais novo, Alexandre, uma proposta desafiadora: produzir em casa chupa-chupas, uma guloseima muito popular em Campinas/SP, onde morei, e vendê-los nas ruas da vizinhança. Animada com a oportunidade de ganhar um dinheirinho extra com a sorveteria caseira e reforçar a mesada paterna, partimos para a ação. Afinal, em teoria, o negócio não tinha como correr mal, sobretudo numa cidade conhecida pela temperatura escaldante. 


Mas não deu certo! Não foi pela falta de qualidade do produto, mas devido a um “pequeno” descuido na logística. Colocamos os chupa-chupas numa cesta, sem qualquer tipo de refrigeração e quando demos conta, estava tudo derretido antes de percorrermos o primeiro quarteirão. A despeito deste primeiro fracasso, a experiência mal sucedida trouxe uma certeza: descobri, desde pequena, que um dia seria uma empreendedora. E um ensinamento: antecipar barreiras associado a um planejamento adequado é a chave para o êxito de qualquer projeto, do mais simples ao mais complexo.

Voltei-me para a minha missão de vida social: empoderar mulheres por meio do empreendedorismo. Foi daí que nasceu a citada coleção: Empreendedoras por Natureza, cujo primeiro volume foi justamente das histórias de empreendedorismo minha e da amiga Ana Fontes, um ícone das causas de empoderamento da mulher (fundadora da Rede Mulher Empreendedora). Trata-se de uma coleção de cinco livros anuais que aborda trajetórias de sucesso no empreendedorismo feminino, sendo duas empreendedoras por livro. Para o ano que vem teremos: Adriana Barbosa, da Feira Preta e Tatiane Lobato, da Magic Clean.

Acredito – o que justamente me motivou a fazer tal coleção – que qualquer mulher, em qualquer lugar, pode ter controle da própria vida, definir metas, adquirir habilidades e agir, transformando ideias em ações, empreendendo. Ao tomarmos o poder, tornamo-nos as nossas próprias ativistas. Devemos, sim, empreender indagando sobre a cultura da violação, atuando contra injustiças que afetam as mulheres, parando de classificar a mulher pela roupa ou pelo status de relacionamento, etc… Então estamos diante da cultura do empoderamento feminino que necessita expandir.

Assim é que, embora os avanços em relação ao empoderamento feminino no Brasil sejam inegáveis, ainda há um grande abismo que separa mulheres e os homens de caminharem no mesmo patamar em aspetos profissionais, financeiros e sociais. Para ficar ainda mais claro esse abismo, cito pesquisas que revelam dados com um panorama da questão no Brasil e no mundo. A Ipsos inquiriu pessoas de 24 países para elaborar o relatório Global Advisor, focado nos temas do feminismo e de igualdade de gênero. Os resultados mostraram que a situação das brasileiras é preocupante: 41% das entrevistadas no país confessaram terem medo de se expressar e de lutar pelos seus direitos. Esta percentagem é bem maior que a média global, que ficou em 26%.

Com efeito, um estudo realizado pela Serasa Experian revela que o Brasil possui 5.693.694 mulheres empreendedoras, representando 8% da população feminina do país.

Isso significa que 43% dos donos de negócios do país são do sexo feminino, e 57% são homens. Do total das empresas ativas no Brasil, 30% tem mulheres como sócias. Segundo a Mosaic Brasil, 59% das empreendedoras estão no grupo “Donos de Negócios”, que engloba pequenos e médios empresários, e 11% estão no grupo “Elites Brasileiras”, que representa adultos acima de 30 anos, com alta escolaridade e que desfrutam de alto padrão de vida.

Do total de empreendedoras do Brasil, 73% são sócias de micro ou pequenas empresas. O percentual sobe para 98,5% quando são contabilizadas, também, as empresas do tipo Micro Empreendedor Individual (MEI), já que mais de 1,3 milhão de mulheres brasileiras são sócias de MEI. No entanto, apenas 0,2% das mulheres empreendedoras do Brasil são sócias de grandes empresas, sendo que mais da metade delas pertence ao grupo Elites Brasileiras.

Então, devemos continuar a apostar fortemente no empoderamento das mulheres para melhorar estes números e, via de consequência o Brasil. Em síntese, com o empoderamento teremos: a construção de redes pra fomentar os negócios (como a Rede Mulher Empreendedora), o exercício do poder em prol de outras mulheres, a promoção da inclusão profissional e social, a criação de oportunidades por via de relacionamentos discursivos com homens, o trabalho na questão da inovação social e a inclusão social nos processos de inovação social, o aumento da confiança e autoestima, enfim, a construção de uma vida melhor para as famílias, o trabalho para legitimar as desigualdades envolvidas no capitalismo competitivo, a formação de uma comunidade feminina destinada a reduzir a pobreza e o incentivo às atividades empresariais femininas.

E, acima de tudo, que as mulheres conquistem o seu espaço e alcancem o seu potencial máximo para conquistar a capacidade de tomada de decisão.

*Rosely Cruz. Sócia-fundadora e manager partner do Rosely Cruz Sociedade de Advogados by “neolaw.”eGoLaw Tecnologia da Informação, com conhecimento especializado no mercado de Inovação e Tecnologia e Investimento em Capital Semente e Venture Capital. Também atua no setor de Recuperação Judicial. É fundadora do Ibajud (Instituto Brasileiro de Administração Judicial), do LENT (Laboratório de Empresas Nascentes em Tecnologia) da FGV Direito, investidora anjo e ex-VP Jurídica do Buscapé Company. Em 2017 lançou o livro “Empreendedoras por Natureza”, que narra sua trajetória de sucesso profissional e incentiva o empoderamento feminino.

terça-feira, 21 de novembro de 2017

7 séries que todo gestor deveria assistir

14/11/2017

Você não precisa aprender sobre negócios apenas com livros

Aprender sobre gestão é uma atividade séria. Existem muitos cursos e livros que se propõem a preparar empreendedores e gestores para o mundo de negócios. Mas esse aprendizado não precisa ser restrito. Selecionamos sete seriados que dão uma aula de empreendedorismo e gestão: resolução de problemas, planejamento, alianças inesperadas e até mesmo visão sistêmica, tudo com muito entretenimento. Prepare a pipoca neste feriado de meio de semana e confira a lista abaixo.
1. Breaking Bad

A série conta a história de Walter White, um professor de química que, após ser diagnosticado com câncer terminal, usa seus conhecimentos para produzir metanfetamina e, assim, sustentar sua família. A série, apesar do tema polêmico, tem ensinamentos valiosos sobre como lidar com a concorrência, produção sob demanda, organização de uma cadeia de produção e distribuição e até mesmo controle de qualidade. A série chegou ao fim em 2013 na sua quinta temporada, todas disponíveis na rede Netflix.

2. Girlboss

Essa série original da Netflix tem apenas uma temporada. Baseada em fatos reais, vemos a trajetória inicial de Sophia Amoruso, a criadora no site de venda de roupas Nasty Gal. Podemos acompanhar todas as dificuldades de uma jovem e inexperiente empreendedora que precisa aprender a ser seu próprio chefe.

3. Mad Men

A série, que se passa nos anos 60, mostra o dia a dia de uma agência de publicidade e, especialmente, a trajetória de seu diretor de criação, Don Draper. Ao longo das sete temporadas, podemos ver a evolução do marketing e da compreensão de mercado, inclusive, por meio de exemplos reais de campanhas publicitárias da época. Inovação, ambição, frustração e criação de oportunidades são constantes na trama. A série completa está disponível na Netflix.

4. Suits

A história acompanha o dia a dia de um escritório de advocacia boutique em Nova York, em especial, do perspicaz advogado Harvey Spencer e de seu brilhante aprendiz, Mike Ross. Jogos de poder, ambição, negociações, alianças, improviso e trabalho em equipe recheiam a trama, que já está em sua sétima temporada.

5. The Office 

A comédia mostra o dia a dia de um escritório e tudo o que NÃO se deve fazer em um ambiente corporativo. As situações, que muitos de nós passamos em nosso cotidiano, são levadas ao extremo em uma divertida sátira. A série chegou ao fim em 2013, em sua nona temporada.

6. Silicon Valley 

Esta série original da HBO acompanha a vida de seis tímidos programadores que tentam uma carreira de sucesso no Vale do Silício, o maior polo de empreendedorismo e start ups do mundo. Os desafios de criar uma start up e conseguir mantê-la é o pano de fundo para a série, que está em sua quarta temporada.

7. Game of Thrones 

O fenômeno mundial, inspirado no livro de George R. R. Martin, mostra a disputa de poder e controle sobre um reino fictício. Intrigas políticas, poder da informação, importância do networking, alianças improváveis, planejamento, metas a longo prazo e lidar com o inesperado são apenas alguns dos temas abordados na série, que este ano exibiu sua sétima temporada.

Que tal aprender mais sobre gestão e, ao mesmo tempo, divertir-se?

Preparando sua organização para 2018

21/11/2017

Se você perdeu o webinar sobre tendências de gestão, assista agora

Com o tema "Preparando sua organização para 2018", o especialista Tadeu Pagliuso falou, em nosso webinar, sobre em que as empresas devem prestar atenção no próximo ano. De acordo com ele, o grande tema de 2018 será a adaptabilidade, que é um dos Fundamentos do Modelo de Excelência da Gestão® (MEG) da FNQ. Nesse cenário, Tadeu explicou como deve ser feito o planejamento estratégico para que ele não burocratize e torne a empresa estagnada.

O especialista também falou sobre a importância de estruturação de processos básicos para dar apoio à gestão, citando: gestão das partes interessadas, processos que geram resultados, rituais de acompanhamento e mecanismos de melhorias e inovação.

Neste contexto, Tadeu mostrou como o MEG 21 dá apoio às organizações. "O MEG 21 tem duas grandes rupturas em relação a todos os modelos de gestão da excelência pelo mundo. É o primeiro modelo que explica quais são os processos que devem ser implementados na organizações para dar a base para a gestão de excelência. Outro ponto foi trazer, para a documentação do modelo, ferramentas que podem ser utilizadas. Por exemplo, se eu quero implementar o pensamento sistêmico. Que processos precisam ser implementados e que ferramental devo usar. O documento do MEG 21 traz essa informação".

Assista ao vídeo gravado e confira como foi o webinar e todas as dicas do nosso especialista, que também abordou temas como gestão de risco, processos e indicadores.

“Desordem e atraso”: o Brasil na contramão da sua bandeira


Por Jairo Martins, presidente executivo da Fundação Nacional da Qualidade

No dia 19 de novembro, a nossa Bandeira completa 128 anos.
Em substituição à Bandeira do Império, inaugurando o período republicano, o conceito da nossa bandeira atual foi criado por Raimundo Teixeira Mendes, com a colaboração de Miguel Lemos, Manuel Pereira Reis e Décio Villares. O lema “Ordem e Progresso” foi inspirado no positivismo de Auguste Comte: “L’amour pour príncipe et l’ordre pour base; le progrès pour but”(o amor como princípio e a ordem como base; o progresso como meta). As estrelas representam os Estados e o Distrito Federal.
No meio desta confusão em que metemos o País, o Dia da Bandeira merece, de todos os brasileiros, no mínimo, uma reflexão: por que estamos desrespeitando o lema que ela traz e levando o Brasil ao atual caos institucional, econômico, social e ético?
A lógica nos diz que sucesso ou fracasso é uma questão de causa e efeito. Sucesso é quando causas e efeitos se harmonizam para o objetivo comum. Fracasso é quando as causas e efeitos se precipitam por falta de alinhamento e liderança. A má qualidade da gestão e da liderança são as principais barreiras para o sucesso de qualquer empreendimento, seja público ou privado, incluindo governos federal, estaduais e municipais (as estrelas da nossa Bandeira).
Infelizmente, apesar de termos instituições como a FNQ, cujo propósito é melhorar a gestão das organizações no Brasil, que dispõe de uma plataforma de gestão, o MEG, evolutiva e respeitada mundialmente, estamos vivenciando um claro hiato de gestão.
As causas são evidentes: a imoralidade política, a conivência dos empresários, a incompetência dos governantes e a apatia da sociedade. Tudo isso, em uma conjuminação de causas e efeitos desestruturados, levou-nos às múltiplas crises em que estamos inseridos, culminando em uma crise econômica e social sem precedentes. Os 14 milhões de desempregados e os R$ 200 bilhões anuais movimentados pela corrupção já são indicadores da qualidade da nossa gestão e dos nossos líderes.
Por que estamos tratando o Brasil dessa forma? Por que não estamos seguindo o lema da nossa Bandeira? Onde estão a “Ordem e o Progresso”, que poderiam marcar a nossa reputação? Quando vamos dar um basta em todo este desmando?
Infelizmente, nós, que fazemos o Brasil, somos os grandes culpados, primeiramente por termos feito as escolhas erradas, das quais somos as principais vítimas e, em segundo lugar, porque somos passivos e coniventes com esta pilantragem que dominou o Brasil e faz pouco caso da nossa população, com este vai e vem de malas de dinheiro sujo, sem sequer uma explicação.
2018 pode ser um ano de transformação se assim o quisermos. Precisamos escolher líderes bem-intencionados, que usem os fundamentos da excelência para reconstruir o Brasil que queremos e merecemos, os quais respeitem a nossa Bandeira, recuperando a “Ordem e o Progresso” e acabando com a “Desordem e o Atraso” que infernizam as nossas vidas.
Está na hora de tomarmos uma atitude em respeito à nossa Bandeira. Isso já seria um bom recomeço.

sexta-feira, 10 de novembro de 2017

Saiba o que são organizações exponenciais e o seu processo de gestão

27/10/2017

Entenda como elas estão mudando o mundo e conheça suas características

Quando pensamos em organização exponencial (também chamada de ExOs), logo a associamos com sua alta taxa de crescimento. Apesar de esta ser sua característica mais marcante, as organizações exponenciais vão muito além dos impressionantes números. Elas estão mudando o mundo e a forma de se fazer gestão de empresas. Quer saber como e quais são suas características?

Definição
De acordo com os autores do livro “Organizações Exponenciais”, Salim Ismail, Michael S. Malone e Yuri Van Geest, uma organização exponencial “é aquela cujo impacto (ou resultado) é desproporcionalmente grande - pelo menos dez vezes maior - comparado aos seus pares, devido ao uso de novas técnicas organizacionais que alavancam as tecnologias aceleradas".

Outra característica desse tipo de organização, tão importante quanto seu desenvolvimento, é que todas elas têm um Propósito Transformador Massivo, ou seja, causa algum tipo de disruptura, seja tecnológica, seja no modelo de negócios ou mesmo inventando um produto completamente novo que irá transformar nossos hábitos e costumes, como foi o caso do smartphone.

Organizações lineares x exponenciais
Por que as organizações exponenciais têm se destacado no mundo dos negócios? Como vimos acima, elas inovam rápido, adaptam-se facilmente às mudanças e seu modelo de negócio e resultados são altamente escaláveis.

Este modelo se contrapõe às organizações clássicas, conhecidas como lineares, que têm forte estrutura hierárquica, investem em ativos físicos, empregam um número regular de funcionários, têm objetivos e metas baseados em resultados passados e, principalmente, têm aversão a mudanças e evitam qualquer tipo de risco. Esse modelo de negócios se mostra cada dia mais ultrapassado, não sendo capaz de acompanhar as mudanças na sociedade moderna, que acontecem cada vez mais rápido.

Uma estrutura matricial tem dificuldade em inovar e responde lentamente às necessidades do mercado. As áreas dentro da organização linear comunicam-se pouco e tendem a priorizar projetos ou metas dentro da própria área em vez de colaborar entre si, porque sentem a necessidade de seguir processos rígidos e pré-estabelecidos e temem os imprevistos ou alterações que precisam de rápida aprovação.

Características da ExOs
Também por definição, as ExOs têm dez atributos, sendo cinco de ordem interna (SCALE) e cinco de ordem externa (IDEAS).

SCALE
  1. Equipe sob demanda (staff on demand): garante funcionalidade, flexibilidade e velocidade nas operações, um contingente fixo pode ser uma âncora para os negócios.
  2. Comunidade e multidão (community and crowd): é importante cultivar uma rede de pessoas engajadas e entusiastas que possam contribuir com o desenvolvimento do seu negócio.
  3. Algoritmos (algorithms): desenvolver e proteger seu próprio algoritmo de modo que o coloque em destaque no mercado.
  4. Ativos alavancados (leveraged assets): alugar, compartilhar ou alavancar ativos mantém a flexibilidade e a capacidade de responder rápido a mudanças.
  5. Engajamento (engagement): por meio de diversos recursos interativos, como sistemas digitais de reputação, jogos e prêmios de incentivo, criando um vínculo forte com a empresa e um canal de feedback.
IDEAS
  1. Interfaces: costumam ser as características mais distintivas da ExOs. São processos de filtragem e comparação obtidos por algoritmos e fluxos de trabalho automatizados que ilustram o output das externalidades de SCALE para as pessoas certas, no momento certo, internamente.
  2. Dashboards: uma maneira ágil, flexível e disponível para toda a organização de gerenciar a organização e medir resultados (um recurso recorrente da gestão a vista)
  3. Experimentação (Experimentation): seguindo o lema de “falhe rápido, aprenda rápido, tenha sucesso mais cedo”, a experimentação é a melhor maneira de evitar desperdícios e diminuir riscos.
  4. Autonomia (Autonomy): equipes multidisciplinares, autoorganizáveis, com autoridade descentralizada.
  5. Sociais (Social): tecnologias sociais que promovem engajamento, interação e transparência, reduzindo a distância entre a obtenção e o processamento da informação da tomada de decisões.
Se interessou pelo tema? Saiba mais no livro “Organizações Exponenciais”.

Princípios por trás do manifesto ágil

Nós seguimos os seguintes princípios:

Nossa maior prioridade é satisfazer o cliente, através da entrega adiantada e contínua de software de valor.
  • Aceitar mudanças de requisitos, mesmo no fim do desenvolvimento. Processos ágeis se adequam a mudanças, para que o cliente possa tirar vantagens competitivas.
  • Entregar software funcionando com frequencia, na escala de semanas até meses, com preferência aos períodos mais curtos.
  • Pessoas relacionadas à negócios e desenvolvedores devem trabalhar em conjunto e diariamente, durante todo o curso do projeto.
  • Construir projetos ao redor de indivíduos motivados. Dando a eles o ambiente e suporte necessário, e confiar que farão seu trabalho.
  • O Método mais eficiente e eficaz de transmitir informações para, e por dentro de um time de desenvolvimento, é através de uma conversa cara a cara.
  • Software funcional é a medida primária de progresso.
  • Processos ágeis promovem um ambiente sustentável. Os patrocinadores, desenvolvedores e usuários, devem ser capazes de manter indefinidamente, passos constantes.
  • Contínua atenção à excelência técnica e bom design, aumenta a agilidade.
  • Simplicidade: a arte de maximizar a quantidade de trabalho que não precisou ser feito.
  • As melhores arquiteturas, requisitos e designs emergem de times auto-organizáveis.
  • Em intervalos regulares, o time reflete em como ficar mais efetivo, então, se ajustam e otimizam seu comportamento de acordo.
Manifesto ágil

Entenda o que são as metodologias ágeis

10/11/2017

Forma de gestão tem origem nas empresas de TI e está dominando o mundo corporativo

As metodologias ágeis entraram em cena para atender à uma necessidade de empresas de TI - tecnologia da informação -, principalmente, desenvolvedoras de software. Ao notar a baixa produtividade e o pouco aproveitamento dos softwares, as grandes empresas de tecnologia perceberam que uma mudança na maneira de desenvolver projetos era imprescindível.


Surge então, em 2001, o Manifesto Ágil, um documento desenvolvido por programadores, que promete atualizações mais frequentes, rápidas e satisfatórias de seus softwares, sempre mantendo diálogo com seus clientes e buscando atender às suas necessidades.



Contrariando os modelos clássicos de gestão
Um modelo tradicional de gestão segue uma lógica linear de desenvolvimento de projetos. Isso significa que uma etapa deve ser concluída para então começar a próxima. Há uma rigidez para manter o projeto de acordo com o plano original e qualquer mudança ou alteração necessárias causa um retrocesso no desenvolvimento do projeto.



As metodologias ágeis propõem uma ruptura dessa maneira linear de gerenciamento e apresentam uma nova forma de atribuir tarefas. A ideia é dividir o projeto em etapas ou ciclos de trabalho pré-estabelecidos, que possam ser desenvolvidos ao mesmo tempo, por equipes multidisciplinares e autônomas, mas que mantenham o diálogo entre si.



Essa divisão do projeto em etapas concomitantes traz maior flexibilidade ao desenvolvimento de um projeto e permite uma resposta mais rápida a eventuais correções ou mudanças que possam surgir, isso porque não é preciso recomeçar o projeto ao detectar uma falha e passar por todas as etapas novamente.



Agilidade na prática

O movimento, que começou nas grandes empresas de tecnologia, está ganhando espaço em outras indústrias, em diversos formatos. Existem muitas maneiras de implementar as metodologias ágeis e diversas ferramentas que ajudam a organizar o fluxo de trabalho, como os frameworks Scrum e o Kanban.



Mas, mais importante do que gerir projetos, as metodologias ágeis propõem uma mudança de cultura dentro das organizações, que valorize o aprendizado e seja capaz de se adaptar a novas conjunturas o mais rápido possível. Os principais valores do Manifesto Ágil são:

  • Indivíduos e interações mais que processos e ferramentas
  • Software em funcionamento mais que documentação abrangente
  • Colaboração com o cliente mais que negociação e contratos
  • Responder a mudanças mais que seguir um plano

Quer se aprofundar sobre o tema? Clique aqui para ler o Manifesto Ágil completo.