sábado, 28 de outubro de 2017

Brasil perde quase 40% da água tratada com vazamentos e fraudes, aponta estudo

Índice das grandes cidades, que deviam ser os melhores do país, segundo o Instituto Trata Brasil, é semelhante ao nacional. Ranking avalia desempenho dos 100 maiores municípios do país.


Por Clara Velasco, G1, São Paulo
 


Comparação do Brasil com as 100 maiores cidades do país (Foto: Editoria de Arte/ G1)Comparação do Brasil com as 100 maiores cidades do país (Foto: Editoria de Arte/ G1)
Comparação do Brasil com as 100 maiores cidades do país (Foto: Editoria de Arte/ G1)
Quase 40% da água tratada no país é perdida por causa de vazamentos nas tubulações, ligações clandestinas e erros de medição. É o que aponta um estudo do Instituto Trata Brasil obtido pelo G1. De acordo com os dados do Sistema Nacional de Informações Sobre Saneamento (SNIS) de 2015, que são os mais recentes e foram divulgados em janeiro deste ano, o índice nacional de perda de água na distribuição é de 36,7%. Em 2011, era de 38,8% – o que significa uma evolução muito lenta para diminuir o desperdício no país, de apenas 2,1 pontos percentuais em quatro anos.
O estudo do Trata Brasil destaca ainda o desempenho das 100 maiores cidades do país em comparação com a média nacional. Segundo Édison Carlos, presidente do instituto, estas cidades deviam puxar o crescimento do país, já que têm estruturas públicas e privadas mais bem desenvolvidas e porque abrangem cerca de 40% da população do Brasil. As diferenças entre os índices nacionais e os dessas cidades, porém, são poucas. O índice de perda de água é de 37,8%, contra os 36,7% nacionais, e a melhora entre 2011 e 2015 foi semelhante – 2 pontos percentuais.
“São grandes aglomerados com capacidade de investimento, de fazer projetos, com corpo de engenharia, estão esperávamos que estas 100 cidades fossem a locomotiva do país. Os números, porém, mostram que não, que nem as capitais estão conseguindo fazer o papel de melhorar mais rapidamente os indicadores de água e esgoto”, afirma Édison Carlos. “Se essas cidades não estão conseguindo, imagina os municípios menores, que têm piores estruturas.”
O único índice que avançou muito mais nas grandes cidades que no restante do país foi o de coleta de esgoto. A cobertura nacional é de apenas 50,3% da população – o que significa que mais de 100 milhões de pessoas utilizam medidas alternativas para lidar com os dejetos, seja através de uma fossa, seja jogando o esgoto diretamente em rios. Já nas 100 maiores cidades, a cobertura é de 71,1%.
Conheça os melhores e os piores municípios em saneamento básico
Segundo Édison, isso acontece por conta da grande concentração da população nas grandes cidades, já que uma única rede de esgoto construída atende um número elevado de pessoas e, consequentemente, causa aumentos significativos nos indicadores. Isso é diferente do que acontece no resto do país, pois uma rede vai atender apenas uma pequena quantidade de pessoas em uma cidade pequena.
O presidente do Trata Brasil cita o caso de São José do Rio Preto, no interior de São Paulo, que passou de 5% em 2008 para 100% em 2015 no tratamento de esgoto principalmente por causa da construção e do funcionamento de uma estação. “Os esforços feitos nessas grandes cidades elevam os indicadores de uma forma mais rápida. É um ponto positivo, mas ainda é pequeno para o problema do saneamento do país”, afirma.
Apesar disso, segundo o estudo, o pior indicador de cobertura entre as maiores cidades é o de tratamento de esgoto. Apenas 21% dessas cidades tratam mais de 80% de seu esgoto. Outros 21% tratam menos de 20%. Além de São José do Rio Preto, apenas 5 das 100 cidades reportaram tratar todo o esgoto – Campina Grande (PB), Jundiaí (SP), Limeira (SP), Niterói (RJ) e Piracicaba (SP). Já quatro não tratam nada: São João do Meriti (RJ), Santarém (PA), Governador Valadares (MG) e Porto velho (RO).
Desperdício de água pode ser causado por vazamento nas tubulações, mas também por fraudes (Foto: Murilo Rincon/G1)Desperdício de água pode ser causado por vazamento nas tubulações, mas também por fraudes (Foto: Murilo Rincon/G1)
Desperdício de água pode ser causado por vazamento nas tubulações, mas também por fraudes (Foto: Murilo Rincon/G1)

Investimentos e perda no faturamento

Édison Carlos afirma que, além do desperdício que o índice de perdas nas distribuições de água tratada representa, é importante destacar o que as cidades deixam de arrecadar com essas perdas.
O índice de perdas de faturamento total, que estima o quanto da água potável produzida não foi faturada, é de 41,3% para as grandes cidades. Em cidades como Santo André (SP) e Vitória da Conquista (BA), os percentuais ficam abaixo de 10%, mas os números podem se elevar de forma alarmante, como no caso de Manaus, em que 73,1% da água não é cobrada.
“É um absurdo, é impossível fazer investimentos no setor de saneamento com perda financeira na ordem de 70%. E são volumes gigantescos de água que se perdem”, afirma Édison Carlos. “O que se espera não é fácil, pois trocar redes com a capital inteira funcionando não é simples. Tem que paralisar rua. São quilômetros e quilômetros de tubulações para serem trocadas, mas tem que fazer, porque, se não fizer, não vai ter recurso para investir no sistema.”
O problema da perda de faturamento se junta ao da baixa arrecadação de saneamento que, de fato, volta como melhorias e investimentos. Das 100 grandes cidades analisadas no estudo, 70 investiram menos de 30% da arrecadação. “O dinheiro foi para a empresa, para a prefeitura, para pagar os funcionários, não para o sistema de saneamento. É muito sintomático, pois o que arrecada tem que ser também reinvestido no próprio sistema. Não está havendo uma preocupação com a ampliação das redes de saneamento.”

Ranking do saneamento

O estudo também faz um ranking das 100 maiores cidades do país baseado nos diversos indicadores de saneamento básico, como acesso ao abastecimento de água e à coleta de esgoto, o percentual do esgoto tratado e investimentos e arrecadação no setor. Veja a lista abaixo.
1º - Franca (SP)
2º - Uberlândia (MG)
3º - São José dos Campos (SP)
4º - Santos (SP)
5º - Maringá (PR)
6º - Limeira (SP)
7º - Ponta Grossa (PR)
8º - Cascavel (PR)
9º - Londrina (PR)
10º - Vitória da Conquista (BA)
11º - Curitiba (PR)
12º - Suzano (SP)
13º - Uberaba (MG)
14º - Taubaté (SP)
15º - Jundiaí (SP)
16º - Piracicaba (SP)
17º - Campinas (SP)
18º - Campina Grande (PB)
19º - Niterói (RJ)
20º - São Paulo (SP)
21º - Mauá (SP)
22º - Ribeirão Preto (SP)
23º - São José do Rio Preto (SP)
24º - Porto Alegre (RS)
25º - Goiânia (GO)
26º - Campo Grande (MS)
27º - Sorocaba (SP)
28º - Brasília (DF)
29º - Mogi das Cruzes (SP)
30º - Foz do Iguaçu (PR)
31º - Belo Horizonte (MG)
32º - Praia Grande (SP)
33º - Santo André (SP)
34º - Campos dos Goytacazes (RJ)
35º - Petrolina (PE)
36º - Petrópolis (RJ)
37º - Caxias do Sul (RJ)
38º - São Bernardo do Campo (SP)
39º - Vitória (ES)
40º - Montes Claros (MG)
41º - Volta Redonda (RJ)
42º - João pessoa (PB)
43º - Diadema (SP)
44º - Contagem (MG)
45º - Salvador (BA)
46º - São José dos Pinhais (PR)
47º -Carapicuíba (SP)
48º -Juiz de Fora (MG)
49º - Florianópolis (SC)
50º - Boa Vista (RR)
51º - Betim (MG)
52º - Osasco (SP)
53º - Guarulhos (SP)
54º - Ribeirão das Neves (MG)
55º - Feira de Santana (BA)
56º - Rio de Janeiro (RJ)
57º - Serra (ES)
58º - Governador Valadares (MG)
59º - São Vicente (SP)
60º - Guarujá (SP)
61º - Anápolis (GO)
62º - Santa Maria (RS)
63º - Caruaru (PE)
64º - Aracaju (SE)
65º - Blumenau (SC)
66º - Bauru (SP)
67º - Cuiabá (MT)
68º - Mossoró (RN)
69º - Itaquaquecetuba (SP)
70º - Fortaleza (CE)
71º - Pelotas (RS)
72º - Vila Velha (ES)
73º - Joinville (SC)
74º - Rio Branco (AC)
75º - Recife (PE)
76º - Natal (RN)
77º - Aparecida de Goiânia (GO)
78º - Paulista (PE)
79º - São Luís (MA)
80º - Caucaia (CE)
81º - Olinda (PE)
82º - São João de Meriti (RJ)
83º - Belford Roxo (RJ)
84º - Canoas (RS)
85º - Cariacica (ES)
86º - São Gonçalo (RJ)
87º -Maceió (AL)
88º - Teresina (PI)
89º - Juazeiro do Norte (CE)
90º - Belém (PA)
91º - Duque de Caxias (RJ)
92º - Nova Iguaçu (RJ)
93º - Várzea Grande (MT)
94º - Gravataí (RS)
94º - Manaus (AM)
96º - Macapá (AP)
97º - Porto velho (RO)
98º - Santarém (PA)
99º - Jaboatão dos Guararapes (PE)
100º - Ananindeua (PA)

sexta-feira, 27 de outubro de 2017

Saiba o que são organizações exponenciais e o seu processo de gestão

27/10/2017

Entenda como elas estão mudando o mundo e conheça suas características


Definição
De acordo com os autores do livro “Organizações Exponenciais”, Salim Ismail, Michael S. Malone e Yuri Van Geest, uma organização exponencial “é aquela cujo impacto (ou resultado) é desproporcionalmente grande - pelo menos dez vezes maior - comparado aos seus pares, devido ao uso de novas técnicas organizacionais que alavancam as tecnologias aceleradas".

Outra característica desse tipo de organização, tão importante quanto seu desenvolvimento, é que todas elas têm um Propósito Transformador Massivo, ou seja, causa algum tipo de disruptura, seja tecnológica, seja no modelo de negócios ou mesmo inventando um produto completamente novo que irá transformar nossos hábitos e costumes, como foi o caso do smartphone.

Organizações lineares x exponenciais
Por que as organizações exponenciais têm se destacado no mundo dos negócios? Como vimos acima, elas inovam rápido, adaptam-se facilmente às mudanças e seu modelo de negócio e resultados são altamente escaláveis.

Este modelo se contrapõe às organizações clássicas, conhecidas como lineares, que têm forte estrutura hierárquica, investem em ativos físicos, empregam um número regular de funcionários, têm objetivos e metas baseados em resultados passados e, principalmente, têm aversão a mudanças e evitam qualquer tipo de risco. Esse modelo de negócios se mostra cada dia mais ultrapassado, não sendo capaz de acompanhar as mudanças na sociedade moderna, que acontecem cada vez mais rápido.

Uma estrutura matricial tem dificuldade em inovar e responde lentamente às necessidades do mercado. As áreas dentro da organização linear comunicam-se pouco e tendem a priorizar projetos ou metas dentro da própria área em vez de colaborar entre si, porque sentem a necessidade de seguir processos rígidos e pré-estabelecidos e temem os imprevistos ou alterações que precisam de rápida aprovação.

Características da ExOs
Também por definição, as ExOs têm dez atributos, sendo cinco de ordem interna (SCALE) e cinco de ordem externa (IDEAS).

SCALE

  1. Equipe sob demanda (staff on demand): garante funcionalidade, flexibilidade e velocidade nas operações, um contingente fixo pode ser uma âncora para os negócios.
  2. Comunidade e multidão (community and crowd): é importante cultivar uma rede de pessoas engajadas e entusiastas que possam contribuir com o desenvolvimento do seu negócio.
  3. Algoritmos (algorithms): desenvolver e proteger seu próprio algoritmo de modo que o coloque em destaque no mercado.
  4. Ativos alavancados (leveraged assets): alugar, compartilhar ou alavancar ativos mantém a flexibilidade e a capacidade de responder rápido a mudanças.
  5. Engajamento (engagement): por meio de diversos recursos interativos, como sistemas digitais de reputação, jogos e prêmios de incentivo, criando um vínculo forte com a empresa e um canal de feedback.
IDEAS
  1. Interfaces: costumam ser as características mais distintivas da ExOs. São processos de filtragem e comparação obtidos por algoritmos e fluxos de trabalho automatizados que ilustram o output das externalidades de SCALE para as pessoas certas, no momento certo, internamente.
  2. Dashboards: uma maneira ágil, flexível e disponível para toda a organização de gerenciar a organização e medir resultados (um recurso recorrente da gestão a vista)
  3. Experimentação (Experimentation): seguindo o lema de “falhe rápido, aprenda rápido, tenha sucesso mais cedo”, a experimentação é a melhor maneira de evitar desperdícios e diminuir riscos.
  4. Autonomia (Autonomy): equipes multidisciplinares, autoorganizáveis, com autoridade descentralizada.
  5. Sociais (Social): tecnologias sociais que promovem engajamento, interação e transparência, reduzindo a distância entre a obtenção e o processamento da informação da tomada de decisões.
Se interessou pelo tema? Saiba mais no livro “Organizações Exponenciais”.

9 livros sobre gestão que você precisa ler

27/10/2017

Desde clássicos da administração até guias modernos

Dia 29 de outubro é o Dia Nacional do Livro. Para celebrar a data, selecionamos alguns títulos imperdíveis sobre gestão, já publicados em nosso portal, que todo gestor deveria ler.

1 - “A quinta disciplina”, Peter Senge
Este livro é um clássico da gestão empresarial e revolucionou o modo de gerenciar as empresas. O autor, Peter Senge, fundador do Center for Organizational Learning da Sloan School of Management, do MIT, baseou sua obra em cinco disciplinas ou competências que devem ser desenvolvidas pelas empresas para garantir sua sobrevivência no mercado e seu crescimento. O coração do livro é a quinta disciplina, batizada de pensamento sistemático, que envolve a análise do complexo sistema de relacionamentos, removendo os obstáculos para o aprendizado genuíno. Mais de 25 anos depois do lançamento da primeira edição, as ideias defendidas nesta obra estão integradas profundamente ao cotidiano das práticas gerenciais.

Aproveite e leia, também, nosso e-book sobre "Pensamento Sistêmico".

2 - “Organizações exponenciais”, Salim Ismail, Michael S. Malone, Yuri van Geest
Entenda o que é e qual é o impacto das chamadas organizações exponenciais. Os autores pesquisaram os padrões das empresas exponenciais mais importantes do mundo nos últimos seis anos, tais como Waze, Airbnb, Uber, Netflix, Google, entre outras, para trazer uma nova e ampla visão sobre as tendências organizacionais e tecnológicas essenciais, que podem ser aplicadas nas organizações.

Confira, também, nosso conteúdo sobre organizações exponenciais.

3 - “Liderando mudanças”, John P. Kotter
O livro apresenta o lendário processo de oito passos de Kotter para a gestão de mudanças. Com resultados positivos comprovados, o texto converteu-se em fundamento para líderes e organizações de todo o mundo.

Ao delinear o método adotado pelas organizações para realizar objetivos revolucionários e ao identificar onde e como até as empresas de melhor desempenho perdem o rumo durante o processo de mudança, Kotter oferece recursos práticos, a líderes e gestores, para garantir a eficácia das iniciativas de mudança.

Esse tema também está em um de nossos e-books: “Liderança Transformadora”.

4 - “O Poder do hábito”, Charles Duhigg
Com base em extensa pesquisa, o repórter investigativo do New York Times, Charles Duhigg, traz um argumento animador: a chave para se exercitar regularmente, perder peso, educar bem os filhos, tornar-se uma pessoa mais produtiva, criar empresas revolucionárias e ter sucesso é entender como os hábitos funcionam. Transformá-los pode gerar bilhões e significar a diferença entre fracasso e sucesso.
     
De uma maneira bem didática, o livro explica como o nosso cérebro se organiza no dia a dia e como os hábitos se consolidam. E para mudá-los é preciso atuar em três frentes: o gatilho, a rotina e a recompensa.

5 - “Gestão estratégica de fornecedores e contratos”, João Amato Neto, Bernadete de Lourdes Marinho, Germano Manuel Correia e Lucas Fucci Amato
O livro apresenta os conceitos fundamentais e os requisitos de uma gestão de suprimentos de classe mundial, além de práticas e ferramentas de governança de cadeias produtivas. Saiba como realizar a busca e a seleção de fornecedores, de forma que seus objetivos estratégicos estejam alinhados aos da organização.
     
A obra discute o contexto da terceirização no Brasil e explica as definições desse processo, seus custos de transação, redes de cooperação, contratos relacionais, gestão econômica de contratos, entre outros.

Esse tema é tão importante que será discutido no Fórum de Boas Práticas da Gestão da FNQ, que acontece agora, dia 31 de outubro. Saiba mais.

6 - “A pequena empresa mais bem-sucedida do mundo”, Michael E. Gerber
O livro apresenta dicas de caminhos que as micro e pequenas empresas devem seguir para obter sucesso. Gerber ressalta a importância dos sistemas operacionais dentro de uma MPE. Ele defende que os processos sejam a marca registrada e o diferencial de um negócio. Dessa forma, de acordo com o empresário, o empreendedor consegue focar no bem-estar de sua equipe, enfrentar os desafios de mercado, posicionar-se dentro da comunidade e influenciar positivamente todos que o cercam.

Nós também temos uma publicação sobre esse tema, o e-book "Dicas de gestão para MPE".

7 - “Administrando micro e pequenas empresas”, Antônio Barbosa Lemes Júnior e Beatriz Jackiu Pisa
Dividido em quatro partes (Empreendedorismo, Micro e Pequenas Empresas, Transformando o Sonho em Realidade e Continuidade e Crescimento), a obra faz uma análise do mundo do empreendedorismo e da realidade das micro e pequenas empresas e traz uma reflexão sobre o papel dos pequenos negócios na economia brasileira, seus desafios e suas conquistas. Os autores dão exemplos reais e informações técnicas, com embasamento científico, fazendo com que o leitor conheça melhor o mundo corporativo.

8 - “Gestão financeira colaborativa - potencializando resultados, porque ninguém se faz sozinho”, Carlos Quioshi Yasumura
A obra é dividida em duas partes. Na primeira, Quioshi, juntamente com Zilda, gestora financeira, realiza um voo simulado de helicóptero, pairando sobre cada departamento de uma empresa fictícia para observar como os processos operacionais são realizados e, por meio de um diálogo leve e agradável, comenta as ações que colaboram positiva e negativamente para os resultados e trata como a gestão financeira colaborativa pode contribuir para melhorar o desempenho dos gestores sob a perspectiva dos números.

Na segunda parte, com uma linguagem simples e didática, o autor mostra que as finanças estão em todos os lugares e que a sua aplicação no dia a dia requer alguns conhecimentos básicos e muitos cuidados para não destruírem valores empresariais e pessoais.

9 - “Competindo pelo Futuro”, Gary Hamel e C. K. Prahalad
Considerado pela revista Time como um dos 25 livros de gestão de negócios mais influentes do mundo, o principal ensinamento da publicação é que os gestores devem nortear ativamente a “competência principal” (core competence) de suas organizações para se antecipar – não meramente adaptá-las – às mudanças da sociedade.
     
Este livro apresenta um painel sobre o que a empresa deve fazer hoje se quiser ocupar uma posição de liderança no futuro. É tanto um manual para empreendedores quanto um guia para a criação dos mercados de amanhã. Os autores argumentam em favor de uma visão mais ampla da estratégia administrativa. Eles mostraram que o planejamento estratégico deve ocorrer todo o tempo e não apenas durante as discretas “quebras” nos negócios  de uma companhia.